A Justiça de Mato Grosso determinou a soltura dos policiais militares Anderson de Amaral Rodrigues e Alan Carvalho da Silva, presos por supostamente estarem envolvidos no assalto à agência bancária do Sicredi em Brasnorte (586 km de Cuiabá), ocorrido em julho. A decisão foi proferida nesta segunda-feira, 20 de outubro, pelo juiz Moacir Tortato, da 11ª Vara Criminal Militar. O processo segue em segredo.
O crime aconteceu no final da manhã do dia 31 de julho. Na ocasião, quatro homens armados invadiram a agência bancária, renderam funcionários e clientes e levaram cerca de R$ 400 mil dos cofres e caixas eletrônicos.
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De acordo com as investigações da Gerencia de Combate ao Crime Organizado (GCCO), o envolvimento dos PMs no crime tinha o objetivo de facilitar a fuga do bando.
Os dois tinham ordem de simular uma troca de tiros com os assaltantes, mas não agiram “por falta de coragem”. Eles foram presos em flagrante pelos crimes de corrupção passiva e prevaricação.
Em sua decisão, o magistrado acatou um pedido feito pela defesa dos militares, patrocinada pelos advogados Gustavo Lima Oliveira, Lucas Costa, Matheus Caldas e Wirana Ataíde, e determinou a liberdade.
No entanto, foi estabelecido algumas medidas cautelares, como por exemplo: Não se ausentar da comarca de residência por mais de sete dias sem autorização judicial, manter endereço e telefones atualizados e Comparecer a todos os atos do processo.
A dupla estava detida no Batalhão de Operações Especiais da Polícia Militar de Mato Grosso (Bope), em Cuiabá.
Investigação
Com base nas imagens de câmeras instaladas no banco, residências e comércios próximos, os investigadores constataram que a caminhonete Hilux utilizada no assalto era produto de um roubo praticado dias antes.
Outro veículo, sendo um HB20, também foi usado pelos suspeitos para seguir em direção ao estado de Rondônia após o crime. Em Vilhena, seis integrantes do grupo foram presos em flagrante. Outras prisões ocorreram de forma continuada em Brasnorte.
Em menos de 48 horas, as investigações da Polícia Civil de Mato Grosso levaram à identificação e prisão dos envolvidos.
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