Sinop, 24/01/2026 12:48

separar despesas fixas e operacionais pode salvar o caixa da fazenda; entenda

A gestão financeira de uma fazenda de pecuária exige que o produtor rural adote um método que vá além da simples anotação de despesas.

No novo episódio da série “A Conta do Boi”, no Giro do Boi, o doutor em Zootecnia Gustavo Sartorello afirma que o passo mais crucial é classificar todas as despesas em duas categorias fundamentais: fixas e operacionais. Segundo ele, anotar despesas sem classificá-las é um erro de gestão que impede a tomada de decisões estratégicas.

Sartorello explica que essa classificação, embora pareça simples, é o que separa o custo de base para sustentar a operação (custo fixo) do custo de atividade produtiva (custo operacional).

Sem essa distinção clara, o produtor confunde movimento com resultado e não consegue identificar onde o dinheiro está realmente sendo perdido ou investido. A separação é vital para o controle e a rentabilidade da pecuária.

Confira:

O perigo invisível dos custos fixos no caixa

O principal erro de gestão na pecuária, segundo o especialista, é tentar economizar em itens operacionais (como suplemento, sanidade ou genética) e ignorar a pressão dos custos fixos. Quando a receita da fazenda cai, são os custos fixos que mais apertam o caixa, pois eles não variam com o nível de produção.

Para uma gestão eficaz, a definição das despesas é clara:

  • Despesas fixas: são custos que existem e precisam ser pagos mesmo que a produção seja zero. Exemplos: salários e encargos (13º, férias), energia, internet e honorários do contador.
  • Despesas operacionais: só ocorrem porque há animais no sistema e a produção está em andamento. Exemplos: nutrição, sanidade, reprodução, combustíveis, manutenções (máquinas e pasto) e arrendamento de terra.

O produtor deve monitorar o percentual de despesas fixas em relação ao total de gastos. Quanto maior esse percentual, menos flexibilidade a fazenda terá em momentos de crise ou de baixa no preço da arroba, aumentando a vulnerabilidade do negócio.

A gestão de custos não é um luxo, mas sim uma responsabilidade inadiável do pecuarista. Ao separar as despesas fixas e operacionais, o produtor deixa de ser refém do improviso e assume o controle do negócio, transformando dados em poder de decisão.

A dica é ter critério e consistência: o produtor deve definir onde classificar despesas que geram dúvida (como impostos e taxas) e manter essa regra em todas as anotações futuras. O erro fatal, de acordo com Sartorello, não está em escolher o critério, mas em não ter um ou mudá-lo constantemente.

O próximo passo na gestão será aprender a separar os custos não operacionais e os investimentos do capital. A mensagem final do especialista é direta: “A conta do boi não perdoa. Ou você domina a conta, ou vai ser dominado por ela”.

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