Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
O senador Wellington Fagundes negou estar se sentindo traído pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, ambos do PL, que teria “escanteado” sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso para apoiar o então vice-governador, Otaviano Pivetta (Republicanos). O senador afirmou que seguirá trabalhando sua pré-candidatura e também pela anistia do ex-presidente.
Nesta semana, a cúpula do PL teria “vetado” a candidatura de Fagundes em razão de ele insistir em apoiar sua nora, a deputada estadual Janaina Riva (MDB), ao Senado. Os pré-candidatos ao Senado apoiados por Bolsonaro em Mato Grosso, conforme informações de bastidores, já estariam definidos: o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o deputado federal José Medeiros (PL).
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“De forma alguma, muito pelo contrário”, disse Fagundes ao ser questionado se estaria se sentindo traído. “Nosso projeto é trabalhar para que a gente possa aprovar a anistia. Nós queremos o presidente Bolsonaro como nosso candidato. Continuamos dizendo que eleições sem a presença do Bolsonaro não serão eleições democráticas”, completou o senador.
Fagundes lembrou ainda de uma pesquisa divulgada nesta semana que o aponta como o preferido ao governo na capital mato-grossense. “O que importa é a opinião pública. Então, eu vou continuar trabalhando nas bases, como tenho feito. Todas as pesquisas apontam Wellington em primeiro lugar”, destacou.
Ele também evitou comentar sobre o possível “estopim” para a falta de apoio do ex-presidente. Fagundes afirmou que não conversou com Valdemar ou Bolsonaro após a decisão e lembrou que o partido havia definido que Bolsonaro seria responsável por escolher as candidaturas ao Senado, enquanto Valdemar cuidaria das vagas de deputados e governadores.
Por outro lado, disse que, enquanto Otaviano Pivetta tem participado de manifestações em São Paulo e no Rio de Janeiro “batendo às portas do PL”, ele segue com sua rotina, visitando as bases. Fagundes afirmou ainda que sua marca é a fidelidade e ressaltou ser conservador e pai de uma família estruturada.
“Sempre fui uma pessoa conservadora e, por isso, tenho uma família organizada. Sou casado e vivo com minha esposa há 50 anos. A marca do Wellington é o seguinte: cumprir compromissos e trabalhar. A fidelidade é a minha marca, então vou continuar trabalhando”, concluiu.
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