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Carro ainda é símbolo de poder e status no Centro-Oeste, aponta pesquisa

O banco BV, uma das maiores instituições financeiras do país e líder há 12 anos consecutivos em financiamento de veículos leves usados, encomendou à Consumoteca uma pesquisa inédita sobre a relação dos brasileiros com o automóvel. No Centro-Oeste, os dados revelam que o carro continua sendo um símbolo de status, identidade e poder – mais do que um simples meio de transporte.

A forte presença do agronegócio molda o comportamento dos consumidores da região, onde picapes, SUVs e modelos 4×4 são vistos como extensões da própria rotina e expressão de sucesso. Em muitos contextos, o veículo é também ferramenta de trabalho e, por isso, “o bem mais valorizado da casa” — frequentemente mais cuidado do que a própria moradia.

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Segundo o levantamento, 36% dos moradores do Centro-Oeste preferem investir em um carro melhor do que em reformas ou mobília para a casa, e 41% dos homens afirmam se sentir mais percebidos quando dirigem um carro considerado “bacana”. Para 40%, conduzir um modelo que não consideram atraente gera vergonha. Esses índices estão bem acima da média nacional e reforçam o peso simbólico do automóvel na autoimagem e nas relações sociais.

Mais do que meio de locomoção, o carro é marcador de pertencimento: 62% dos centro-oestinos dizem que o carro que possuem “diz muito sobre quem são”, enquanto 75% acreditam que o modelo dirigido ainda influencia como a pessoa é percebida pelos outros.

“O carro no Centro-Oeste cumpre múltiplos papéis: é ferramenta de trabalho, patrimônio e demonstração de sucesso pessoal. É também símbolo de masculinidade e poder, muito ligado ao estilo de vida do agronegócio e à cultura regional”, diz Jamil Ganan, diretor de Negócios de Varejo do banco BV.

A pesquisa mostra ainda que o consumidor local tende a ser mais conservador e cético em relação à tecnologia automotiva, apresentando menor entusiasmo por inovações como veículos elétricos e conectividade digital. A distância entre centros urbanos, a baixa oferta de transporte público e o caráter rural de boa parte da região reforçam a preferência por veículos robustos, práticos e duráveis — mais voltados à necessidade do que à experimentação tecnológica.

Com um território que representa 19% do país e apenas 7% da população brasileira, o Centro-Oeste se destaca por unir racionalidade econômica e valorização simbólica em torno do carro — um bem que, aqui, continua sendo sinônimo de autonomia, poder e pertencimento.

A pesquisa ouviu 2.000 pessoas em todas as regiões do país, entre os dias 5 e 9 de junho de 2025, e tem margem de erro de 2 pontos percentuais.

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