O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini, publicou nessa segunda-feira (8) um vídeo nas redes sociais depois de receber uma recomendação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para remover uma gravação anterior e fazer uma retratação pública. O MPT concluiu que a fala incentivava empregadores a demitir trabalhadores por motivos políticos, o que é proibido pela legislação trabalhista e por tratados internacionais de direitos humanos. Assista abaixo o vídeo que gerou a recomendação:
A recomendação, assinada no último dia 2, foi feita após Abilio havia dito que empresários deveriam ‘guardar prints’ de pessoas que comemoraram a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro e demitir essas pessoas quando elas “tropecem”. Para o MPT, essa orientação configura discriminação política e incentiva perseguição no ambiente de trabalho. Abaixo o vídeo da retratação:
No vídeo publicado nesta segunda, Abilio diz que a fala anterior gerou interpretações diferentes do que pretendia e afirma que ninguém deve ser perseguido por opinião política. Ele declara que não se deve guardar prints, não se deve mandar ninguém embora por causa de posicionamento político e não se deve provocar conflitos dentro do ambiente profissional.
De acordo com o prefeito, o respeito e o diálogo são o melhor caminho em momentos de grande tensão política.
Imagem: Reprodução / MPT
Abilio também cita a situação das famílias que vivem na área do Contorno Leste como um exemplo de decisão que, segundo ele, não foi tomada por motivo político. Ele afirma que muitas pessoas que ocupam o local nem votaram nele, mas que isso não deve interferir no tratamento dado pela administração municipal. O prefeito diz que considera o caso uma questão humanitária e não ideológica.
No final do vídeo, ele pede que as pessoas evitem brigas políticas dentro do trabalho e da família e menciona a frase conhecida do personagem Seu Madruga. “A vingança nunca é plena, mata a alma e envenena”, afirma. Para ele, aumentar o conflito entre grupos políticos só prejudica o diálogo e a convivência democrática.
Apesar da nova fala, ainda não está claro se o vídeo atende integralmente às exigências feitas pelo MPT. A recomendação determina que Abilio remova o vídeo original, publique uma retratação clara e completa, mantenha o conteúdo acessível por 90 dias e oriente toda a administração municipal, além das empresas terceirizadas, sobre a proibição de perseguição política no ambiente de trabalho.
O prefeito precisa comprovar o cumprimento dessas obrigações e tem 15 dias para apresentar sua manifestação ao Ministério Público do Trabalho. Caso isso não ocorra, o órgão pode entrar com ação judicial e pedir indenização por dano moral coletivo.
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