Sinop, 25/01/2026 08:55

Governo Trump muda diretrizes alimentares e estimula o consumo de carne nos EUA

Foto: Pixabay

Os Estados Unidos divulgaram novas diretrizes alimentares federais que reintroduzem a pirâmide alimentar em formato invertido, com ênfase no consumo de proteínas, laticínios integrais e alimentos minimamente processados, ao mesmo tempo em que colocam grãos e carboidratos refinados na base menor da pirâmide, sinalizando menor prioridade. A mudança foi anunciada pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e pelo Departamento de Agricultura (USDA) e faz parte das Diretrizes Alimentares para Americanos 2025-2030.

A nova pirâmide, apresentada no dia 7 de janeiro, destaca frutas, vegetais, proteínas de alta qualidade, gorduras saudáveis e laticínios integrais como componentes centrais de uma dieta saudável. Ao mesmo tempo, recomenda redução drástica de açúcares adicionados, alimentos ultraprocessados e carboidratos refinados, como pão branco e snacks industrializados.

As diretrizes reforçam ainda uma recomendação de ingestão proteica entre 1,2 e 1,6 grama por quilo de peso corporal por dia, acima dos padrões anteriores, e sugerem que gorduras provenientes de alimentos verdadeiros, como azeite, nozes e até manteiga, tenham lugar na alimentação diária.

Críticas de especialistas

A atualização gerou debates entre especialistas em saúde e nutrição. Alguns apontam que a ênfase em carne vermelha e produtos lácteos integrais pode contrariar décadas de pesquisas que associam o consumo excessivo de gorduras saturadas a um risco maior de doenças cardiovasculares, e que a pirâmide invertida pode enviar mensagens confusas sobre equilíbrio alimentar.

Organizações médicas como a American Heart Association reforçam que, embora a redução de açúcar e de alimentos ultraprocessados seja positiva, a recomendação de priorizar proteínas animais e gorduras saturadas deve ser analisada com cautela pelos consumidores.

Impacto nas políticas públicas

As diretrizes não são apenas orientações gerais. Elas norteiam programas federais de alimentação escolar, assistência alimentar e refeições em instituições públicas, o que pode influenciar o que milhões de americanos consomem diariamente.

A mudança sinaliza ainda uma nova abordagem das autoridades norte-americanas para a nutrição pública, focando na ideia de “comer comida de verdade” e reduzindo a dependência de alimentos ultraprocessados, enquanto especialistas debatem a coerência científica das recomendações.

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