Sinop, 25/01/2026 18:51

  • Home
  • Política
  • Assembleia vota projeto que dá autonomia financeira às escolas técnicas de MT

Assembleia vota projeto que dá autonomia financeira às escolas técnicas de MT

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso vota em sessão extraordinária nesta quarta-feira (14) um projeto de lei do governo estadual que concede autonomia financeira às Escolas Técnicas Estaduais de Educação Profissional e Tecnológica, permitindo que as unidades passem a administrar diretamente recursos públicos e privados, celebrem convênios e executem despesas próprias para manutenção, custeio e fortalecimento das atividades pedagógicas.

A proposta estabelece critérios claros para o uso dos recursos, que poderão ser aplicados em despesas como manutenção predial, compra de equipamentos e insumos, pagamento de contas de água e energia, contratação de serviços, apoio a projetos educacionais e ações de integração com o setor produtivo. O objetivo, segundo o Executivo, é tornar as escolas mais ágeis, eficientes e alinhadas às necessidades locais.

Governo propõe nova governança e autonomia financeira para escolas técnicas. – Foto: SecomMT.

O projeto será analisado em regime extraordinário por alterar a estrutura de gestão das unidades vinculadas à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Seciteci).

Como funcionará a autonomia

Com a aprovação da lei, cada escola técnica poderá gerir recursos oriundos de:

  • Repasses do Estado
  • Convênios com União, municípios e entidades privadas
  • Doações, subvenções e parcerias
  • Receitas próprias decorrentes de serviços, projetos e uso de espaços

A administração desses valores ficará sob responsabilidade da direção da unidade, com fiscalização do Conselho Diretor, do Conselho Fiscal e da própria Seciteci.

A proposta também exige prestação de contas periódica, acompanhamento técnico e auditorias, como forma de garantir transparência e controle sobre o uso do dinheiro público.

Nova governança

O projeto cria um novo modelo de gestão para as escolas técnicas, que passam a ter uma estrutura formal composta por:

  • Diretoria da unidade
  • Conselho Diretor, com participação de servidores, estudantes e comunidade
  • Conselho Fiscal
  • Coordenações pedagógicas e administrativas

O Conselho Diretor terá papel central na aprovação dos planos de trabalho, projetos pedagógicos e prestação de contas, ampliando a participação social na condução das unidades.

Integração com o mercado de trabalho

Outro eixo da proposta é a aproximação entre as escolas técnicas e o setor produtivo. A lei incentiva parcerias com empresas, oferta de estágios, projetos conjuntos e acompanhamento da inserção dos egressos no mercado de trabalho, como estratégia para alinhar os cursos às demandas reais da economia.

Impacto para o Estado

Na justificativa encaminhada à Assembleia, o governo afirma que o novo modelo busca superar entraves burocráticos, permitir respostas mais rápidas às necessidades das escolas e ampliar o papel da educação profissional no desenvolvimento regional.

A votação ocorrerá nesta quarta-feira (14), em sessão extraordinária. Se aprovado, o projeto seguirá para sanção do governador e entrará em vigor após publicação, com regulamentação complementar a ser editada pela Seciteci.

  1. Unimed Cuiabá fortalece educação médica continuada ao longo de 2025

  2. Prefeitura divulga lista de convocados em seletivo da Educação

  3. Com mais de 250 vagas, Três Lagoas abre seletivo na educação e saúde

Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia

VEJA MAIS

Acidente na MT-325 deixa quatro mulheres feridas e motorista foge do local em Alta Floresta

Um grave acidente de trânsito foi registrado na noite deste sábado (24), por volta das…

Brasiliense joga bem, mas é superado pelo Gama no Candangão 2026

O Brasiliense enfrentou o Gama no clássico verde amarelo pela 4ª rodada do Candangão BRB…

Após saída abalada no BBB 26, Globo define situação com Henri Castelli

A Globo está analisando a melhor forma de reintegrar Henri Castelli à sua programação, após…