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Empresário acusado de matar idoso com voadora vai a júri nesta terça

O júri popular do empresário Tiago Gomes de Souza, acusado de matar um homem, de 77 anos, após desferir uma “voadora”, em Santos, no litoral de São Paulo, será realizado na tarde desta terça-feira (13/1), no Fórum Criminal da Barra Funda, na capital paulista, após pedido da defesa para a transferência do caso.

A juíza Patrícia Álvares Cruz, da 4ª Vara do Júri, decidiu manter a prisão preventiva do empresário. Segundo a sentença, a custódia é necessária diante da violência do crime, do risco à ordem pública e para garantir a aplicação da lei penal. A juíza ainda rejeitou pedidos para substituição da prisão por medidas cautelares ou prisão domiciliar, afirmando que essas alternativas não seriam suficientes diante do contexto do caso.

O julgamento poderá se estender até o dia seguinte, devido ao alto número de testemunhas. Durante a sessão, sete jurados sorteados irão ouvir os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa, além dos interrogatórios e dos debates entre o Ministério Público paulista (MPSP) e os advogados do réu.

Chute Brutal

O aposentado Cesar Fine Torresi, de 77 anos, caminhava pela Rua Pirajá da Silva, no bairro Aparecida, em Santos, ao lado do neto de 11 anos, no dia 08 de junho de 2024, quando os dois decidiram atravessar a via na lateral de um shopping. Segundo relatos colhidos pela polícia, o trânsito estava parado e o semáforo fechado no momento da travessia. Durante a passagem entre os carros, o veículo conduzido pelo empresário Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, se aproximou em alta velocidade e precisou frear bruscamente para não atingir o avô e a criança.

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Cesar Fine Torresi morreu após levar "voadora"no peito cair na rua

Cesar Fine Torresi morreu após levar "voadora"no peito cair na rua
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Cesar Fine Torresi morreu após levar “voadora”no peito cair na rua

Arquivo Pessoal

Cesar Fine Torresi morreu após levar "voadora"no peito cair na rua
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Cesar Fine Torresi morreu após levar “voadora”no peito cair na rua

Arquivo Pessoal

Ainda conforme o boletim de ocorrência, após a freada repentina, o motorista avançou com o carro em direção às vítimas. Assustado, Cesar teria se apoiado no capô do automóvel para evitar ser atingido. Testemunhas relataram que a atitude foi suficiente para irritar o condutor, que desceu do veículo logo em seguida.

Imagens registradas por uma câmera de monitoramento mostram o momento em que Tiago corre em direção ao idoso e desfere um chute frontal no tórax, conhecido como “voadora”, fazendo com que a vítima caísse imediatamente no chão, já desacordada.

 

Com a queda, o aposentado bateu a cabeça no asfalto e sofreu traumatismo craniano. Pessoas que estavam no local, acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e um médico que passava pelo local tentou prestar os primeiros socorros até a chegada da ambulância. Cesar foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde sofreu três paradas cardíacas. Apesar das tentativas de reanimação, a morte foi constatada horas depois. O neto da de Cesar, presenciou toda a agressão.

Choro na reconstituição do crime

Após a agressão, Tiago Gomes de Souza, de 39 anos, tentou se esconder em um comércio próximo ao local do crime, mas foi preso em flagrante pela Polícia Militar pouco tempo depois. Na denúncia apresentada à Justiça, o promotor Fábio Perez Fernandez, do Ministério Público, afirma que o empresário desferiu uma “voadora” contra o peito do idoso e assumiu o risco de causar a morte da vítima, o que caracteriza homicídio doloso (intencional) qualificado. Inicialmente, o caso havia sido registrado como lesão corporal seguida de morte, crime com pena prevista de 4 a 12 anos de prisão, mas o MPSP discordou dessa classificação e passou a pedir a condenação por homicídio doloso, cuja pena pode chegar a 30 anos de reclusão.

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Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com "voadora" em Santos
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Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com “voadora” em Santos

Reprodução / TV Globo

Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com "voadora" em Santos
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Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com “voadora” em Santos

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Tiago Gomes de Souza durante reconstituição de morte de idoso com "voadora" em Santos
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Cesar Fine Torresi morreu após levar "voadora"no peito cair na rua
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Cesar Fine Torresi morreu após levar “voadora”no peito cair na rua

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A reconstituição do crime foi realizada no local da agressão, ao lado do Shopping Praiamar, em Santos, com a presença do acusado, do advogado Eugênio Malavasi, de representantes do Ministério Público e de autoridades policiais. Durante o procedimento, dezenas de pessoas acompanharam a reconstrução da cena e protestaram contra o empresário, chamando-o de “assassino” e “mentiroso”, em um clima de forte comoção popular.

Ao relatar a dinâmica dos fatos aos investigadores, Tiago chorou em vários momentos, se jogou no chão, se ajoelhou e pediu desculpas. Segundo a polícia, no mesmo dia da reconstituição, ele confessou a agressão e afirmou fazer uso de medicamentos prescritos por um psiquiatra. Na época, a defesa alegou que o empresário teria tido um ataque de fúria após ser advertido pelo aposentado, versão que é contestada pelo Ministério Público, que sustenta que o crime foi cometido por motivo fútil e com uso de violência extrema.

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