O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (12) a aplicação imediata de uma tarifa de 25% sobre todas as transações comerciais com os EUA envolvendo países que mantenham negócios com o Irã.
A decisão atinge diretamente governos e empresas que ainda possuem relações econômicas com Teerã e amplia o cerco ao regime iraniano em meio a uma grave crise política interna. Ao vincular o comércio com o Irã a punições automáticas no mercado norte-americano, a Casa Branca cria um mecanismo de pressão global com potencial de impacto sobre cadeias internacionais de comércio e energia.
O anúncio ocorre enquanto o Irã enfrenta protestos em larga escala, considerados os mais intensos dos últimos anos. As manifestações se espalharam por diversas regiões do país e têm sido reprimidas com violência. Entidades de direitos humanos apontam que a resposta do Estado iraniano já deixou centenas de mortos.
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Em meio ao agravamento da crise, o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, afirmou que manifestações pacíficas seriam toleradas, mas atribuiu os confrontos recentes a grupos classificados por Teerã como “terroristas estrangeiros”, argumento usado para sustentar a tese de ingerência internacional.
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Paralelamente às sanções econômicas, Trump voltou a elevar o tom contra o regime iraniano. O presidente norte-americano afirmou que os Estados Unidos dispõem de alternativas “muito fortes” para lidar com a situação, incluindo a possibilidade de ação militar, e revelou manter diálogo com lideranças da oposição iraniana.
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