Mato Grosso já deu início à primeira etapa de 2026 da vacinação obrigatória contra a brucelose, uma das doenças mais preocupantes para a pecuária e para a saúde pública. O período de imunização segue até o dia 30 de junho, focado em bezerras bovinas e bubalinas com idade entre 3 e 8 meses.
A vacinação é um requisito sanitário rigoroso. A aplicação deve ser obrigatoriamente realizada por um médico veterinário cadastrado no Indea-MT ou por um vacinador sob sua responsabilidade técnica.
O pecuarista que perder o prazo ou deixar de vacinar as fêmeas na idade estabelecida enfrentará sanções pesadas. A multa prevista é de 1 UPF/MT por animal (atualmente em R$ 254,36). Além do prejuízo financeiro, o produtor ficará impossibilitado de emitir a Guia de Transporte de Animal (GTA), o que trava a comercialização e o movimento do rebanho.
Após a imunização, o veterinário tem até 30 dias para emitir o atestado, que é comunicado automaticamente ao sistema do Indea. O prazo final para essa comunicação é o dia 2 de julho.
Atualmente, Mato Grosso possui um rebanho de 31,6 milhões de cabeças, sendo que cerca de 4 milhões são bezerras em idade de vacinação. A brucelose não causa apenas perdas reprodutivas (abortos em vacas e inflamações em machos), mas também é uma zoonose — doença que passa do animal para o ser humano.
O risco de contágio humano ocorre através de:
Como forma de controle, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) orienta os produtores a manterem exames regulares no rebanho, eliminando animais positivos, e realizarem a revacinação de novilhas com a vacina RB51 antes da entrada no período reprodutivo.
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