Mato Grosso foi o estado que registrou a maior alta acumulada nos custos da construção civil em 2025, segundo dados do Índice Nacional da Construção Civil (INCC), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi de 8,05% no ano, o maior do país.
O resultado também contribuiu para que o Centro-Oeste encerrasse 2025 como a região com maior aumento nos custos da construção civil entre as grandes regiões brasileiras, com variação de 6,27%.
De acordo com especialistas do setor, o cenário reflete o ritmo acelerado da expansão econômica e imobiliária do estado, mas acende um alerta para o planejamento de novos empreendimentos. Para a Trinus, plataforma especializada em monitoramento e gestão de ativos imobiliários, o índice indica a necessidade de maior atenção aos custos e à organização financeira das obras em 2026.
Segundo dados detalhados pelo IBGE, em Mato Grosso os custos com mão de obra tiveram alta de 7,13% em 2025, enquanto os materiais de construção registraram aumento de 4,31%. A combinação desses fatores levou o estado à liderança nacional no acumulado do ano.
A pressão sobre a mão de obra é apontada como um dos principais desafios. Em regiões com muitas obras simultâneas, a concorrência por profissionais qualificados tende a elevar custos e impactar prazos de execução.
Especialistas também destacam a importância do acompanhamento constante da viabilidade dos projetos. Orçamentos definidos no início das obras precisam ser revistos ao longo da execução, especialmente em um cenário de variação constante nos preços de insumos e serviços.
Outro reflexo do aumento dos custos está no acesso ao financiamento. Com maior risco de estouro de orçamento, investidores e instituições financeiras passam a exigir mais controle, previsibilidade e governança técnica por parte dos empreendedores.
Para a Trinus, plataforma nacional especializada em monitoramento, engenharia e gestão de ativos imobiliários, o dado vai além de uma leitura inflacionária, de risco operacional e financeiro, e deve ser interpretado pelos desenvolvedores mato-grossenses como um alerta técnico para o planejamento dos empreendimentos em 2026, especialmente em mercados regionais em crescimento acelerado, como é o caso do estado.
“O índice mostra que o Mato Grosso vive um ciclo forte de expansão econômica e imobiliária, mas com um custo maior para executar obras. Quando o ritmo de crescimento é intenso, qualquer falha de orçamento, cronograma ou contratação tende a ter impacto direto na margem de lucro do projeto, como atraso de obra ou pressão de caixa”, avalia Ariany Arruda, Head de Engenharia da Trinus.
“Esses números explicam por que a pressão sobre a mão de obra se tornou um ponto crítico que merece atenção do setor. Em regiões com muitas obras simultâneas, há maior competição por equipes qualificadas, o que impacta custos e prazos. Em 2026, o desenvolvedor imobiliário vai precisar antecipar decisões, travar contratos estratégicos e trabalhar com cronogramas mais realistas”, explica Ariany.
O desempenho do Índice Nacional da Construção Civil em 2025 reforça que o desafio do mercado imobiliário no Mato Grosso não é apenas acompanhar o crescimento econômico do estado, mas crescer com controle, planejamento e governança técnica, esses aspectos deixam de ser diferenciais e passam a ser pré-requisitos, condições cada vez mais determinantes para a sustentabilidade dos empreendimentos nos próximos anos.
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