O diferencial do novo método reside na integração de grandes bancos de dados genômicos com algoritmos de aprendizagem de máquina. Enquanto os testes tradicionais analisam genes de forma isolada, a IA brasileira consegue cruzar informações de milhares de variantes genéticas simultaneamente, comparando-as com os sintomas clínicos reportados pelos médicos no sistema do SUS.
Além da agilidade, a inovação traz uma vitória econômica: por ser desenvolvida integralmente no Brasil, o custo do exame é cerca de 60% menor do que os testes similares realizados em laboratórios privados ou no exterior. Isso viabiliza a implementação em larga escala dentro da realidade orçamentária da saúde pública.
Impacto Direto no Tratamento
Para o Dr. Henrique Soares, um dos coordenadores do projeto, a rapidez no diagnóstico é o fator determinante para o sucesso do tratamento. “No caso de muitas doenças raras, o tempo é o nosso maior inimigo. Diagnosticar precocemente significa intervir antes que sequelas irreversíveis apareçam, garantindo dignidade e qualidade de vida ao paciente”, afirma o pesquisador.
O projeto-piloto já apresenta resultados positivos em centros de referência de São Paulo e Minas Gerais. A expectativa do Governo Federal é que a tecnologia seja integrada ao Programa Nacional de Triagem Neonatal e aos centros de genética do SUS em todo o território nacional até o final de 2026.
Com este avanço, o Brasil se posiciona na vanguarda da medicina de precisão, provando que a ciência nacional é capaz de entregar soluções de alta complexidade para os desafios sociais do país.
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