O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reiterou nesta sexta-feira (16) a manifestação da família de Jair Bolsonaro para que o ex-presidente cumpra a pena de prisão por tentativa de golpe em casa. O governador não comentou a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de transferir Bolsonaro da Superintendência da Polícia Federal (PF) para uma cela no 19° Batalhão da Polícia Militar, local conhecido como “Papudinha”, em Brasília (DF), e também evitou responder se conversou com ministros da Corte sobre a concessão de prisão domiciliar para o ex-presidente.
A jornalistas, Tarcísio afirmou que “tem tratado desse assunto desde o final do ano passado”, sem responder se procurou ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), e acrescentou que tem “fé” que a solicitação da defesa será atendida.
“Nosso interesse, nosso pedido é que Bolsonaro possa ir para prisão domiciliar, possa ficar em casa, porque, lá, ele vai ter o amparo da família, cuidado com alimentação. Nos preocupa muito o histórico dele, o estado de saúde dele. É uma pessoa que sofreu um atentado, que já passou por 12 cirurgias, uma pessoa que sofre com soluços. A gente precisa evitar um problema maior, precisa evitar esse risco”, afirmou, após cerimônia de entrega de moradias populares em Cubatão, na Baixada Santista.
A defesa do ex-presidente já apresentou ao menos três pedidos ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, de transferência de Bolsonaro para casa. Os advogados argumentam que o ex-presidente precisa de cuidados médicos adequados. Para Tarcísio, as condições clínicas de Bolsonaro justificam a concessão da domiciliar.
Na noite de quinta-feira (15), Moraes determinou a transferência de Bolsonaro para “Papudinha”. Advogados e familiares vinham relatando queixas do ex-presidente sobre o barulho persistente do aparelho de ar-condicionado próximo à sala onde estava preso.
“A respeito da transferência, não se decidiu sobre a prisão domiciliar. Então é algo que ainda está em estudo. Ao que parece, exames vão ser pedidos para que se possa avaliar tecnicamente. Tenho fé que essa prisão domiciliar vai ser concedida e ele vai poder ter amparo, mais dignidade, mais segurança”, afirmou Tarcísio.
Segundo reportagens do portal Metrópoles e do jornal Folha de S.Paulo, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro conversou com Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes a respeito das condições do marido antes da decisão pela transferência. Em publicação em seu perfil nas redes sociais nesta tarde, Michelle afirmou que as instalações da “Papudinha” são “menos prejudiciais” à saúde do ex-presidente, mas que seguirá pedido a transferência do marido para casa.
Sem fazer referência direta às informações dos encontros que teria tido com os magistrados, Michelle afirmou ser uma “mulher que honra e defende os seus” e que sua família está “acima de qualquer conveniência política”. “Peço que não me levem ao tribunal do julgamento pessoal, que não se apressem em me julgar ou a criar rótulos de conotação política”, afirmou.
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