O bitcoin (BTC) opera em forte queda nesta quarta-feira (21) e perde o suporte dos US$ 90 mil com atenção ao ambiente geopolítico. Este é o sétimo dia seguido de baixa para a maior das criptomoedas, que está perto de zerar os ganhos do ano.
Mais uma vez, o desempenho negativo acompanha o que é visto nas bolsas de valores internacionais. Isso indica um movimento geral de aversão a risco.
O índice Fear & Greed (medo e ganância, na tradução literal) das criptomoedas está hoje nos 24 pontos, o que indica entrada na zona do medo extremo. O indicador vai de 1 a 100, sendo que quanto mais próximo de 1 maior é a prevalência do medo, enquanto valores perto de 100 revelam que os investidores estão com maior apetite ao risco para obterem rendimentos superiores.
Às 9h45 (horário de Brasília) o bitcoin cai 2,8% em 24 horas, cotado a US$ 88.535, conforme dados do CoinGecko. Em reais, a moeda digital tem queda de 3,5% a R$ 474.603, segundo cotação do Cointrader Monitor.
Entre as altcoins, o ether, moeda digital da rede Ethereum, despenca 6,1% a US$ 2.916. Enquanto isso, o XRP, token de pagamentos internacionais da Ripple, cai 2,3% a US$ 1,89; a solana (SOL) sofre desvalorização de 1,6% a US$ 127,07; e o BNB (token da Binance Smart Chain) recua 4,9% a US$ 868,64.
O valor de mercado somado de todas as criptomoedas do mundo atualmente é de US$ 3,07 trilhões.
Segundo André Franco, CEO da Boost Research, o bitcoin sofre com a aversão a risco global provocada pelas tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Europa por conta da Groenlândia. Franco destaca que o trade “sell America” retornou, de modo que os investidores estão reduzindo exposição a ativos dos EUA.
“A persistente aversão ao risco nos mercados tradicionais, refletida no sell-off global e na preferência por metais preciosos, tende a reduzir a demanda por ativos mais voláteis, como o BTC, no curtíssimo prazo, favorecendo movimentos de consolidação ou leves retrações técnicas, em vez de uma alta mais robusta”, afirma o especialista.
Nos fundos negociados em bolsa (ETFs) de bitcoin à vista que operam nas bolsas americanas, foi registrado ontem um saldo líquido negativo de US$ 479,7 milhões.
Os dois principais responsáveis pelo fluxo vendedor foram o GBTC, da Grayscale, com US$ 160,8 milhões de excesso de vendas de cotas em relação às compras; e o FBTC, da Fidelity, com US$ 152,1 milhões.
Já nos ETFs de ether, o fluxo foi negativo em US$ 230 milhões, interrompendo uma sequência de cinco pregões de entrada de capital. O maior alvo das vendas foi o ETHA, da BlackRock, com US$ 92,3 milhões.
Por fim, nos ETFs de solana houve um saldo positivo de US$ 2,9 milhões.
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