Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
O deputado estadual Eduardo Botelho (União Brasil) afirmou que os parlamentares da base governista devem se reunir no início da tarde desta quarta-feira, 21 de janeiro, antes da sessão extraordinária marcada para as 15h, para discutir a possibilidade de ampliar o percentual da Revisão Geral Anual (RGA) enviado pelo governo do Estado à Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Segundo o deputado, apesar de o projeto ter chegado à Casa com índice definido em 4,26%, há pressão interna para que o percentual seja ampliado. “Pode ser que tenha alguma alteração. A base está brigando por isso. O deputado Max tem feito essa cobrança para que o valor seja maior do que os 4,26%, mas essa discussão ainda não aconteceu”, afirmou.
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Botelho explicou que a expectativa é de que a reivindicação seja levada ao governador Mauro Mendes durante a reunião. “Deve ter uma reunião agora à tarde, no início da tarde, e aí vão tentar levar essa reivindicação para o governador e ver o que sai dessa conversa”, disse.
Questionado sobre a possibilidade de votar contra o projeto do governo, o deputado afirmou que sua posição depende do resultado da negociação. “Eu votaria pela emenda do aumento, sim. Depende do valor. Se chegar a um acordo, eu posso votar com o governo. Tem que haver ganho para o servidor. Se tiver ganho, eu estou junto nessa luta”, destacou.
O parlamentar confirmou que a reunião será restrita aos deputados da base e ao governo. “Só os deputados da base. Com o governo. Não tem sentido sentar lá sem isso. É uma proposta que a base vai levar”, explicou.
Botelho também avaliou que o governo tem se mostrado mais aberto ao diálogo nos últimos dias. “Sim, está aberto o diálogo, a conversa. Vamos aproveitar esse momento e ver até onde a gente consegue chegar”, afirmou.
Sobre a tramitação do projeto, o deputado reconheceu que ainda há risco de pedido de vista, mesmo com a adoção de regime de urgência. “Pedido de vista é um direito de todos os deputados. Não dá para afirmar que não haverá. Mesmo na comissão, ainda é possível pedir vista”, pontuou.
Apesar disso, Botelho disse acreditar em uma aprovação ainda neste mês, desde que haja ganho real para os servidores. “Tem chance real de aprovar, sim. Tendo ganho para os servidores, acredito que seja possível aprovar para que eles recebam já em janeiro”, declarou.
Ao comentar a possibilidade de novas mobilizações sindicais caso o governo não reconheça a defasagem acumulada, estimada em 19%, Botelho afirmou que a saída deve ser a negociação. “Essa é uma questão sindical. Eu sempre defendi que deve haver o reconhecimento dessa dívida. Agora, o que o sindicato vai fazer, não posso entrar nesse mérito. O caminho é negociar com o governo”, concluiu.
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