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Alvo de busca e apreensão no caso Master, presidente do Rioprevidência saiu do país no dia 15 | Finanças

Alvo de mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal, o presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, saiu do país no último dia 15. Ele deixou o Rio em um voo da Latam com escala em Guarulhos para Los Angeles, nos Estados Unidos, com a esposa e o filho. A passagem de retorno está comprada para o dia 2 de fevereiro, com chegada no dia 3 em São Paulo.

O Valor não conseguiu contato com o presidente do fundo de pensão de mais de 230 mil servidores civis e militares do Estado do Rio para confirmar se ele manterá a data de retorno, e a assessoria de imprensa da entidade também não respondeu aos pedidos de informações. Afirmou apenas que enviará nota oficial hoje.

Pessoas próximas a Antunes afirmam que, nos meses de janeiro, ele costuma viajar com a família em férias para o exterior. No entanto, fontes disseram ao Valor que há suspeita de que um integrante da PF do Rio pode estar vazando informações sobre a investigação.

A operação Barco de Papel foi deflagrada hoje, com autorização da 6ª Vara Federal Criminal, que expediu quatro mandados de busca e apreensão. Não havia mandados de prisão, portanto, Antunes não é considerado foragido.

O caso também está sendo investigado, no Ministério Público do Rio, pelo Grupo de Atuação Especializada de Defesa da Integridade e Repressão à Sonegação Fiscal (GAESF), que recomendou ao governo fluminense a abertura de um processo administrativo interno para apurar responsabilidades de gestores, consultores e membros de comitês que autorizaram ou mantiveram os investimentos no Master.

Antunes assumiu o cargo em julho de 2023 e nomeou Eucherio Lerner Rodrigues com diretor de investimentos em outubro de 2023. O relacionamento com o Master começou em novembro, o que, segundo relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), foi uma  “notável coincidência”.

Pedro Pinheiro Guerra Leal foi nomeado gerente de investimentos em julho e assumiu como diretor de investimento interino depois que Rodrigues foi exonerado, em março do ano passado.

Em dezembro, Guerra Leal foi exonerado seguindo recomendação do Ministério Público do Rio de Janeiro. Guerra Leal é também citado num relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ) como um dos responsáveis pelos investimentos no Master. No documento, a corte afirma que os aportes ao banco foram feitos de maneira irregular.

O relatório  aponta ainda que o presidente do Rioprevidência e Rodrigues fizeram um processo acelerado de credenciamento do Master junto à instituição. As compras de letras financeiras do banco começaram ainda em novembro de 2023 e chegaram ao total de R$ 970 milhões, conforme o relatório do TCE-RJ. O investimento não tem cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Deivis Marcon Antunes, presidente da Rioprevidência — Foto: Reprodução/Rioprevidência

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