Sinop, 24/01/2026 19:07

Casca de romã pode ajudar no tratamento de feridas na pele, aponta estudo da Unicamp

Foto: Pixabay

Uma pesquisa realizada pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que o extrato da casca de romã tem potencial para combater microrganismos responsáveis por infecções em feridas na pele. O estudo mostrou que a substância conseguiu inibir a ação de bactérias comuns, como a Staphylococcus aureus, e da Pseudomonas aeruginosa, conhecida pela alta resistência a tratamentos convencionais.

A pesquisa contou com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e foi coordenada pelo pesquisador Mauricio Ariel Rostagno. O trabalho foi dividido em diferentes etapas, todas realizadas em laboratório.

Resíduos da indústria alimentar no foco da pesquisa

Na primeira fase do estudo, os pesquisadores testaram extratos obtidos de resíduos da indústria alimentícia contra microrganismos que costumam causar infecções cutâneas. Entre os materiais analisados estavam cascas de frutas como laranja, manga, maçã, uva, limão e romã, além de folhas, sementes e até borra de café.

Após os testes iniciais, a casca de romã se destacou como o material mais promissor. Segundo os pesquisadores, ela apresentou a maior capacidade de combater bactérias e também um alto teor de compostos antioxidantes, conhecidos por ajudar na proteção das células.

Extração mais eficiente e sustentável

Com o resultado, a equipe avançou para a etapa de aprimoramento do processo de extração. Para isso, foram utilizados métodos de simulação computacional que ajudaram a selecionar solventes considerados mais sustentáveis e menos agressivos ao meio ambiente, como misturas de acetona ou álcool isopropílico com água.

Esses solventes permitiram extrair com mais eficiência o ácido elágico, principal composto da casca de romã associado à ação antimicrobiana.

“Depois disso, produzimos novos extratos com esses solventes otimizados e testamos novamente em laboratório para confirmar se a eficácia contra as bactérias realmente havia aumentado”, explica a engenheira de alimentos Thais Carvalho Brito Oliveira, pós-doutoranda da Unicamp e responsável pela condução dos experimentos.

Aplicações futuras na saúde

Os resultados do estudo, publicados em revista científica internacional, indicam que o extrato da casca de romã pode abrir caminho para o desenvolvimento de novos produtos voltados ao tratamento de feridas, como curativos com ação antimicrobiana.

Apesar do potencial, os pesquisadores destacam que o trabalho ainda está em fase de pesquisa laboratorial. Os próximos passos incluem testes em organismos vivos para avaliar a segurança e a eficácia do extrato antes de qualquer aplicação comercial.

A proposta é desenvolver uma alternativa natural aos antibióticos sintéticos, cujo uso excessivo tem contribuído para o aumento da resistência bacteriana. Além disso, o estudo aponta uma possibilidade de dar destino mais sustentável e rentável aos resíduos da indústria alimentícia, transformando descartes em produtos de alto valor para a saúde humana.

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