Acabou, no início da madrugada desta sexta-feira, no fórum de Nova Mutum, o júri popular dos envolvidos no assassinato da produtora rural Raquel Cattani. O ex-marido dela Romero Xavier Mengarde foi condenado 30 anos de prisão em regime fechado (máximo legal permitido pela lei) e seu irmão Rodrigo Xavier Mengarde, que praticou o crime, a 33 anos também em regime fechado. Os jurados analisaram as provas, os depoimentos de testemunhas, argumentos da acusação e da defesa e decidiram que ambos são culpados. A juíza Ana Helena Alves Porcel Ronkosk, que presidiu o júri, fixou as penas.
Ela considerou que Romero tem culpabilidade do réu elevada, especialmente diante da premeditação do crime, comprovada por elementos extraídos das conversas obtidas nos aparelhos celulares apreendidos. A personalidade dele também foi valorada negativamente. A juíza afastou a tese de que o magistrado não poderia analisar esse vetor por ausência de conhecimento técnico.
Os jurados confirmaram por unanimidade as qualificadoras que é de Romero a autoria intelectual do crime, tinha ciência da emboscada, ciência que o executor agiria com emprego de meio cruel e reconheceram a qualificadora do feminicídio.
Quanto a Rodrigo, os jurados reconheceram autoria atribuída a ele pelo assassinato, afastaram as qualificadoras de motivo torpe (recompensa), meio cruel e emboscada, reconheceram que não houve paga ou promessa de recompensa e a qualificadora do crime praticado durante o repouso noturno.
O assassinato, a facadas, da filha do deputado Gilberto Cattani, ocorreu na pequena propriedade da família, em um assentamento em Mutum, em julho de 2024. Ela tinha dois filhos. Gilberto e a esposa acompanharam, emocionados, o julgamento, que durou mais de 12 horas e teve intervalos.
A defesa de Rodrigo Xavier Mengarde é feita pelo defensor público Guilherme Ribeiro Rigon e a defesa de Romero Xavier Mengarde, conduzida pelo defensor Mauro Cezar Duarte Filho.
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