Sinop, 25/01/2026 16:37

Sob tensão, Fed deve manter juros inalterados e liderar pares globais | Finanças

O Federal Reserve e três dos bancos centrais que recentemente manifestaram apoio ao presidente da autoridade monetária americana, Jerome Powell — alvo de forte pressão — devem manter as taxas de juros inalteradas em um momento delicado para os formuladores de política monetária globais.

Autoridades em Washington são amplamente esperadas a contrariar os apelos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por custos de financiamento mais baixos, na quarta-feira, ao fim da reunião de dois dias. Pares no Brasil, Canadá e Suécia também podem manter as atuais condições monetárias.

Esses três países estiveram entre mais de uma dúzia, incluindo o Banco da Inglaterra e o Banco Central Europeu, cujos presidentes declararam “plena solidariedade” a Powell, defendendo a independência das autoridades monetárias em um momento em que a administração em Washington intensifica a pressão sobre ele e seus colegas.

Além das frequentes reclamações de Trump sobre a relutância do Fed em cortar juros, o banco central agora enfrenta intimações de um grande júri que ameaçam acusações criminais, enquanto a Suprema Corte analisou nesta quarta-feira se o presidente pode demitir a diretora Lisa Cook.

Para além desse pano de fundo turbulento, todos os bancos centrais atuam diante de um cenário global tenso, evidenciado pela recente derrocada dos mercados no Japão, pela persistente preocupação dos investidores com os planos de Trump em relação à Groenlândia e por suas constantes ameaças de novas rupturas no comércio internacional.

“Vivemos em um mundo mais sujeito a choques”, afirmou Kristalina Georgieva, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional, na sexta-feira, durante a sessão de encerramento do Fórum Econômico Mundial, em Davos. “Não estamos mais no Kansas.”

O que diz a Bloomberg Economics

“Acreditamos que a maioria dos participantes do FOMC pode recorrer aos dados para justificar a manutenção dos juros nesta reunião. Esse grau de unidade seria visto como um voto de apoio a Powell, que tem sido alvo de ataques intensos da Casa Branca”, afirmam os economistas Anna Wong, Stuart Paul, Eliza Winger, Chris G. Collins, Alex Tanzi e Troy Durie.

“Os números mais interessantes de observar são os votos dos diretores Christopher Waller e Michelle Bowman: se votarem com a maioria para manter os juros, estarão sinalizando a Trump que se alinham a Powell — inclusive na defesa da independência do Fed. Esperamos que Waller vote com a maioria, enquanto Bowman deve divergir”, completam.

Enquanto os formuladores de política se concentram nos riscos ao crescimento impostos pelas tarifas, também permanecem atentos a possíveis pressões inflacionárias no ambiente atual.

Até 18 bancos centrais ao redor do mundo têm decisões programadas para a próxima semana. Em contraste com o Fed, autoridades da África, enfrentando uma fase distinta do ciclo econômico, podem anunciar uma nova rodada de afrouxamento monetário.

Entre outros destaques, dados de inflação da Austrália ao Brasil e ao Japão, lucros industriais da China e o Produto Interno Bruto da zona do euro estarão no radar.

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