Resumo
Aplicativos projetados para identificar se um produto é fabricado nos Estados Unidos chegaram ao topo da lista de mais baixados na App Store da Dinamarca, loja que também atende aos moradores da Groenlândia. Dois aplicativos específicos – o NonUSA e o Made O’Meter – viram sua popularidade explodir nos últimos dias tanto no iPhone quanto no Android.
De acordo com o TechCrunch, o aumento nos downloads acompanha uma reação a declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a possibilidade de o país assumir o controle da Groenlândia, território autônomo ligado à Dinamarca.
Apesar do crescimento expressivo, o volume absoluto de downloads na Dinamarca segue relativamente pequeno em comparação com mercados maiores.
Segundo a Appfigures, a App Store do país registra cerca de 200 mil downloads por dia no total, o que permite que aplicativos alcancem rapidamente posições de destaque nos rankings com alguns milhares de instalações.
Como os apps funcionam?
O aplicativo NonUSA, que saltou da 441ª posição para o primeiro lugar na App Store dinamarquesa nesta quarta-feira, funciona como um scanner de bolso. O usuário utiliza a câmera do celular para ler o código de barras de um item no supermercado e o sistema informa a origem do produto, sugerindo alternativas locais para evitar a compra de mercadorias americanas.
A outra ferramenta, chamada de Made O’Meter, entrou para o top 5 da Apple e tem um funcionamento similar: o software ajuda o consumidor a filtrar suas compras com base no país de fabricação, incentivando a escolha de produtos que não enviem receitas para os Estados Unidos.
Segundo dados da empresa de inteligência de mercado Appfigures, a média diária de downloads combinados desses aplicativos aumentou 867% (cerca de 9,7 vezes) nos últimos sete dias em comparação com a semana anterior.

Entretanto, o jornal Economic Times aponta que o boicote não se limita a produtos físicos. Consumidores dinamarqueses e groenlandeses também estariam cancelando viagens aos Estados Unidos e assinaturas de serviços digitais sediados no país, como a Netflix.
Além disso, o próprio país vem tentando substituir tecnologias estrangeiras. Em junho de 2025, Ministério de Assuntos Digitais da Dinamarca anunciou que o Estado passaria a utilizar soluções de código aberto em substituição às plataformas da Microsoft.
Moradores da Groenlândia recorrem a apps para boicotar produtos dos EUA
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