Sinop, 27/01/2026 04:04

Infestação de carrapatos pode comprometer a rentabilidade da fazenda; veja como evitar

Foto: Divulgação.

O carrapato se destaca como um dos principais “ladrões de produtividade” da pecuária brasileira, acarretando prejuízos que somam bilhões anualmente.

Em entrevista ao Giro do Boi, o médico veterinário Felipe Pivoto, da Vetoquinol Saúde Animal, destacou que uma infestação moderada pode comprometer seriamente o desempenho dos animais. Em raças europeias, a perda pode ultrapassar 22 kg de peso, enquanto no gado Nelore, o prejuízo gira em torno de 3 a 4 kg por animal.

Com o Brasil se consolidando como líder global na produção de carne em 2026, o controle deste parasita tornou-se uma questão crucial para a sobrevivência econômica e a segurança alimentar.

Dados de pesquisas da Universidade Federal do Pampa (Unipampa) mostram que o investimento em tecnologia para o controle do carrapato traz resultados financeiros imediatos. O uso de protocolos modernos apresentou um retorno sobre investimento (ROI) de 195% em apenas 90 dias.

Confira:

Tecnologias de combate ao carrapato

Tecnologias que combinam princípios ativos, como Fipronil e Fluazuron, permitem o combate simultâneo ao carrapato e à mosca-do-chifre. A aplicação via pour-on é capaz de reduzir drasticamente a carga parasitária em até 14 dias, diminuindo o estresse e prevenindo problemas como anemia, bicheiras e bernes.

No entanto, a eficiência no combate deve ser acompanhada de responsabilidade comercial, já que o uso inadequado de moléculas como o Fluazuron pode resultar em embargos de plantas frigoríficas brasileiras por mercados exigentes, como a China.

Produtos que apresentam curto período de carência, como 29 dias, são fundamentais para animais em fase de terminação ou prestes a entrar no confinamento. Respeitar o tempo de eliminação do produto no organismo é essencial para garantir uma carne livre de resíduos e manter as portas do mercado internacional abertas para o Brasil.

Prevenção e monitoramento

O erro de muitos produtores é esperar que o gado esteja “encardido” de carrapato para agir. Felipe Pivoto reforçou que o período entre janeiro e março representa o pico das infestações devido às altas temperaturas e umidade. O tratamento deve ser preventivo, cortando o ciclo das primeiras gerações e evitando a superlotação de larvas na pastagem.

Além da perda direta de peso, o carrapato também é vetor da Tristeza Parasitária, uma doença que pode levar à morte do animal rapidamente. O produtor deve manter um olhar clínico apurado, já que sinais como gado amuado, febril ou com mucosas amareladas (icterícia) requerem intervenção veterinária imediata.

Com informações de: girodoboi.canalrural.com.br.

Publicado com auxílio de inteligência artificial e revisão da Redação Canal Rural.

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