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Mudança no Imposto de Renda pode injetar R$ 1,3 bilhão por ano na economia de Mato Grosso

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda deve provocar um impacto direto e significativo na economia de Mato Grosso a partir de 2026. Levantamento do Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT) aponta que a nova regra pode aumentar em cerca de R$ 1,3 bilhão por ano a capacidade de consumo das famílias mato-grossenses, ao reduzir a carga tributária sobre trabalhadores de menor renda.

A mudança entrou em vigor em 1º de janeiro de 2026 e garante isenção total do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais. De acordo com dados do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal (CETAD), aproximadamente 230,9 mil trabalhadores em Mato Grosso deixam de pagar o tributo com a nova faixa. Além disso, outros cerca de 110 mil contribuintes, com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350, passam a contar com um desconto escalonado, que reduz gradualmente o valor do imposto devido.

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O impacto no orçamento das famílias é imediato e já aparece no contracheque, o que tende a se refletir diretamente no consumo. Para a Fecomércio-MT, a liberação desses recursos deve estimular principalmente os setores de comércio, serviços e turismo, que dependem fortemente da demanda interna. O aumento da circulação de dinheiro também pode gerar efeitos indiretos sobre o emprego, a arrecadação estadual e a atividade econômica nos municípios.

Na avaliação da diretora-executiva do Movimento Mato Grosso Competitivo (MMTC), Vanessa Gasch, a medida representa um avanço importante tanto do ponto de vista social quanto econômico.

“Essa atualização na faixa de isenção é extremamente positiva para as famílias e para a economia do estado. A expectativa é que esse valor, antes destinado ao imposto, seja injetado diretamente no consumo, gerando um efeito multiplicador que pode, inclusive, elevar a arrecadação de outros impostos”, afirma.

Segundo ela, o aumento da renda disponível contribui para melhorar a qualidade de vida da população e fortalece indicadores econômicos relevantes, que também pesam na atração de novos investimentos para o estado. Um mercado consumidor mais aquecido tende a criar um ambiente mais favorável para empresas e empreendedores.

A coordenadora de pesquisas do IPF-MT, Laysa Avalos, destaca que o alcance da medida é amplo no mercado de trabalho formal mato-grossense. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indicam que quase 80% dos empregos formais no estado possuem renda abaixo de R$ 7.350.

“A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda representa um avanço relevante na correção da defasagem tributária, elevando a renda disponível para as famílias de menor poder aquisitivo”, avalia.

De acordo com a Receita Federal, a redução do imposto pode chegar a até R$ 312,89 mensais para quem se enquadra na isenção total. A regra vale também para aposentados do INSS e profissionais autônomos. Os efeitos completos da mudança serão observados no ajuste anual do Imposto de Renda, na declaração de 2027, referente ao ano-base de 2026.

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