O cirurgião-dentista Pedro Gonçalves de Souza Junior reagiu publicamente à suspensão cautelar de 30 dias aplicada pelo Conselho Regional de Odontologia de Mato Grosso (CRO-MT) e afirmou, em vídeo publicado nas redes sociais, que continuará exercendo suas atividades profissionais, mesmo diante da medida administrativa.
A penalidade foi aplicada após a abertura de processo ético que apura suposto exercício ilegal da nutrição, oferta de orientações voltadas ao emagrecimento sem formação específica e ataques públicos a outros profissionais da área da saúde, especialmente nutricionistas.
Na gravação, Pedro negou qualquer irregularidade e minimizou a decisão do conselho. Segundo ele, sua atuação atual se restringe à gestão e idealização de um programa, sem prescrição de dietas ou atendimentos que seriam privativos de nutricionistas. “Eu não vou assinar dieta de ninguém, não prescrevo nada. Eu idealizei um projeto. Isso é diferente de exercer a profissão de outra área”, declarou.
O dentista afirmou ainda que não depende do registro profissional para manter sua clínica em funcionamento, alegando que os processos seriam “delegáveis” e que o proprietário de um estabelecimento de saúde não precisa, necessariamente, ter formação na área. “Eu não preciso ser dentista para ter uma clínica de sucesso. Preciso de conhecimento. Conhecimento vale mais do que poder”, afirmou.
Durante a transmissão, Pedro também ironizou a suspensão e disse que não pretende recuar diante da decisão do CRO-MT. “Essa medida é para tentar acalmar, mas não vai acalmar. Eu não vou deixar. Eu não ligo se o conselho quiser entrar na histeria”, disse.
Além disso, o cirurgião-dentista voltou a atacar nutricionistas, atribuindo a suspensão ao que chamou de “capricho” da categoria e utilizando termos considerados ofensivos ao se referir a profissionais da área.
O CRO-MT informou que investiga o uso do programa denominado “Doclife”, que estaria sendo utilizado para orientar práticas ligadas à nutrição, além das publicações depreciativas feitas nas redes sociais. O caso também é acompanhado pelo Conselho Regional de Nutrição (CRN-1), que reforçou que Pedro não possui habilitação legal para atuar na área nutricional.
Segundo o CRN, a conduta pode caracterizar exercício ilegal da profissão, sujeitando o investigado a sanções administrativas e, eventualmente, penais.
O processo ético segue em andamento e novas medidas não estão descartadas.
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