Sinop, 04/02/2026 03:22

AGI por WhatsApp: quando 2030 chega cinco anos antes

O Guima é uma das mentes mais brilhantes que cruzei no mundo da IA. Nos conhecemos durante um treinamento na Singularity University, aqui no Vale, e ele sempre me surpreendeu com os projetos mais criativos de IA generativa que eu já tinha visto. 

Por isso, quando o nome dele pipoca na minha tela, eu paro para ler. Semana passada, ele me mandou uma mensagem despretensiosa: “Cara, estou testando o ClawdBot aqui e está muito impressionante.” Algumas horas depois, veio a segunda mensagem — aquela que muda o tom do dia: “Cara, ClawdBot com Opus 4.5 é AGI.” Eu parei. Vindo de qualquer outra pessoa, eu acharia exagero. Vindo dele, é um sinal de alerta. 

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A sigla que todos perseguem 

Para quem não vive mergulhado nessa sopa de letrinhas, AGI (Artificial General Intelligence) é o Santo Graal do Vale do Silício. É o estágio onde a IA deixa de ser especialista em uma coisa (jogar xadrez ou escrever texto) e passa a ser capaz de realizar qualquer tarefa intelectual que um ser humano consegue fazer. Grandes futuristas como Ray Kurzweil e o próprio Elon Musk tinham uma data marcada no calendário para isso: 2030. 

Mas se o que estamos vendo nesta semana for real, acabamos de antecipar o futuro em cinco anos.

Sinais de Campo: A confusão dos nomes e a clareza dos fatos 

Você deve ter visto aqui no TecMundo e em outros portais a movimentação frenética dos últimos dias: o surgimento do ClawdBot, que virou Moltbook, que agora atende por OpenClaw. Não se deixe enganar pela confusão dos nomes ou pela estética de “projeto de hacker”. O que está acontecendo ali, especialmente com os novos recursos de skills do Claude Code, é histórico. 

Salim Ismail, autor de Organizações Exponenciais e uma das vozes que mais respeito no mundo, tem dito abertamente: nós já estamos vivendo o momento da AGI. A IA agora é capaz de agir por conta própria, navegar, executar e resolver problemas complexos sem a gente precisar pegar na mão dela.

Cravamos a bandeira da AGI?

Eu não sei se cravamos a bandeira da AGI nesta semana ou se falta um pouco. Mas o ponto não é a nomenclatura técnica. O ponto é a quebra de expectativa. Nos preparamos para um mundo que chegaria na próxima década. Ele chegou numa terça-feira à tarde. A velocidade de desenvolvimento saiu dos gráficos lineares e entrou numa vertical que nem os maiores especialistas conseguiram prever. 

A pergunta que deixo para você hoje é: Se os gênios que previam a AGI para 2030 erraram a data por 5 anos, o quanto o seu planejamento estratégico de 2026 está, neste exato momento, completamente atrasado?

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