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Taques reafirma denúncias de ‘roubo’ de R$ 308 mi e acusa Mauro

No jogo de versões entre acusador e acusado, o ex-governador Pedro Taques (PSB) reafirmou, na terça-feira (3), todas as denuncias, além de alertar que acionou a todos os órgãos de controle para que sejam tomadas providências legais de ressarcimento, com juros e correção aos cofres públicos, de R$ 308 milhões que teriam sido pagos  ilegalmente em transação com a telefônica Oi S/A. Além da punição dos responsáveis.

Jurista, ex-procurador da República ex-senador e governador de Mato Grosso entre 2015 e 2018, Taques foi contestado pelo governador Mauro Mendes quanto a possíveis irregularidades no que se convencionou chamar de “Escândalo da Oi S/A”.

Nova postagem de Taques – que pode sem vista no Instagram @pedrotaques, até o começo da noite de terça, já registrava mais100 mil visualizações. Outras três postagens do episódio intitulado, “Oi, Mauro”, que tratam da denúncia de suposto desvio dos R$ 308 milhões, superam  2 milhões de visualizações.

No post desta terça-feira, Pedro Taques ouve a fala de Mauro Mendes, em entrevista, após a reabertura dos trabalhos na Assembleia Legislativa, na segunda-feira (2), no último ano do seu segundo mandato, já que se desincompatibilizará em abril para disputar uma vaga no Senado, nas eleições  de outubro deste ano.

Na entrevista, Mauro declarou: “Pedro Taques está mentindo e usando de má fé processual. Eu já estou processando. Ele faz ataques a mim, à minha família, ao meu filho. Faz ataques a um monte de gente lá, sem nenhum lastro na verdade, na realidade. Ele já está sendo processado e vai ter que responder por isso. Tomara que ele tenha algum patrimônio. Porque vai pagar caro pelas mentiras que ele está contando. Ele está tentando, mais uma vez, aplicar um golpe eleitoral. Mato Grosso não vai cair o golpe eleitoral do senhor Pedro Taques”, disse o governador do Estado.

Pedro Taques retrucoua: “Mauro, você não está me processando. Eu, como cidadão, estou lhe processando. Provei que o dinheiro da Oi foi parar em contas ligadas a fundos e empresas do Berinho (Robério Garcia), do Fabinho (Fábio Garcia), do Helinho (Hélio Palma de Arruda Neto), do Cidinho (José Aparecido dos Santos) e do seu filhinho (Luis Antônio Taveira Mendes). Seu filho e da Virgínia Mendes. Isto está provado lá [se referindo aos documentos deixados por ele no Ministério Público Federal – MPF], Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE/MT), Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), entre outros órgãos de controle)”.

Mais adiante. Taques ele afirma: “Você tem que responder a uma única pergunta, Mauro Mendes. O dinheiro da Oi foi parar ou não nas empresas ligadas ao seu filho?”

Para concluir sua fala, p ex-governador  usou o melhor do vocabulário cuiabano: “Você panhô [pegou] ou não panhô o dinheiro da Oi? Se eu estiver mentindo, eu mudo de Mato Grosso”.

Pedro Taques ainda postoU em diversas mídias sociais:

“Vamos por partes:

1 – A denúncia que fiz do roubo dos R$308 milhões da Oi, na Procuradoria Geral da República (PGR), lá em Brasília, é baseada em uma investigação criteriosa que vem sendo feita desde meados do ano passado (2025). Portanto, existem provas, provas e mais provas. Tenho experiência suficiente como procurador da República e senador para fazer isso de forma séria e correta.

2 – Denúncia de corrupção não segue calendário eleitoral. Não poderia esperar passar o ano de eleições para denunciar um roubo desse tamanho. Na verdade, nenhum cidadão pode esperar nada para denunciar corrupção, independente do lugar e da data que ela aconteça, mesmo se for ano eleitoral. Essa denúncia que fiz não tem nada a ver com eleição, mas, sim, com um escândalo absurdo que ninguém teve coragem de falar.

3 – Quem está processando Mauro Mendes sou eu, não o contrário.

4 – Agora, Mauro Mendes, para de enrolar, de espernear e responda de uma vez para a população de Mato Grosso e para a Justiça: O dinheiro da Oi foi ou não parar nas contas de empresas ligadas ao seu filho?”

Desde abril do ano passado, veio ao conhecimento público, por meio de denúncias feitas pela imprensa – inclusive, por este DIÁRIO – e pela deputada Janaina Riva (MDB), de possíveis irregularidades ou ilegalidades na transação entre o Governo de Mato Grosso e a Empresa de Telecomunicações Oi S/A, que superam os R$ 700 milhões, dos quais R$ 308 milhões teriam sido pagos a fundos de investimentos, após nebulosas tratativas colocadas pelo Tribunal de Justiça em segredo e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE) em sigilo.

De lá para cá, Pedro Taques tem tentado elucidar toda a negociação e seus meandros, o que se transformou em denúncias formuladas para órgãos de controle e, mais recentemente, em uma Ação Popular contra 25 alvos, entre políticos, empresários, procuradores, desembargador, fundos de investimento, construtoras e mineradoras.

O CASO OI – A polêmica negociação denunciada por Pedro Taques é um acordo tributário para solucionar uma dívida de mais de meio bilhão de reais do Estado de Mato Grosso com a Oi.

Em reportagem especial, no dia 29 de janeiro passado, o portal UO, afirmou, como base em documentos – conforme citou -, que esse acordo “serviu para irrigar empresas de parentes do governador Mauro Mendes (União Brasil) e do deputado federal licenciado, Fábio Garcia, chefe da Casa Civil”.

O acordo foi costurado pelo hoje desembargador do TJ-MT, Ricardo Almeida, que, quando oprerava com um escritório de advocacia,em Cuiabá, comprou os direitos da demanda da operadora, em novembro de 2022, por R$ 80 milhões.

“Os R$ 308 milhões pagos pelo “estado em 2024 no acordo com a operadora alimentaram fundos que adquiriram direitos creditórios das empresas do pai do deputado, Robério Garcia, e que também se relacionam com outros cinco fundos que desembocam em empresas do filho do governador, Luís Antonio Mendes”, esvreveu o Portal..

Os fundos — Lotte Word e Royal Capital — foram constituídos e originalmente administrados pelo Banco Master e a relação destes com outros fundos guarda semelhança com o esquema usado pelo Master e pela gestora Reag, liquidados pelo Banco Central após a revelação de crimes financeiros.

Segundo o UOL, para fazer o rastreamento, foram consultados os sistemas da CVM, Junta Comercial e do próprio Governo do Estado.

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