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Com fim de tratado sobre armas nucleares, China insta os EUA a retomar diálogo com a Rússia | Mundo

O Ministério das Relações Exteriores da China disse, nesta quinta-feira (5), que o fim do tratado de armas entre os EUA e a Rússia é lamentável e instou os EUA a retomar o diálogo com a Rússia sobre “estabilidade estratégica”.

  • Leia mais: Rússia promete agir de forma responsável com armas nucleares, mas guiada por ‘interesses nacionais’

O tratado Novo Start expirou no final da quarta-feira (4), marcando o fim de mais de meio século de limites às armas nucleares estratégicas de ambos os lados. A Rússia afirmou, na quarta-feira, que estava aberta a negociações sobre segurança, mas que iria combater resolutamente quaisquer novas “ameaças”.

“A China lamenta o fim do tratado Novo Start, pois ele é de grande importância para manter a estabilidade estratégica global”, disse o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Lin Jian.

“A comunidade internacional está preocupada que o vencimento do tratado terá um impacto negativo no sistema internacional de controle de armas nucleares e na ordem nuclear global.”

A Rússia sugeriu que ambos os lados continuem a honrar os limites centrais do tratado, e o Ministério das Relações Exteriores chinês instou Washington a responder de forma construtiva.

“A China exorta os Estados Unidos a responderem positivamente, a lidarem com os acordos de acompanhamento do tratado de forma responsável e a retomarem o diálogo sobre estabilidade estratégica com a Rússia o mais rapidamente possível. Esta é também a expectativa geral da comunidade internacional”, afirmou Lin.

China diz manter arsenal no nível mínimo necessário

O Ministério das Relações Exteriores da China reiterou que adere estritamente a uma estratégia nuclear de autodefesa.

“A China tem aderido consistentemente a uma estratégia nuclear de autodefesa, respeitado a política de não uso primeiro de armas nucleares e assumido compromissos incondicionais de não usar ou ameaçar usar armas nucleares contra Estados não nucleares ou zonas livres de armas nucleares”, disse Lin, acrescentando que a China mantém seu arsenal no nível mínimo necessário para a segurança nacional.

Lin acrescentou que suas forças nucleares são muito menores do que as de Washington e Moscou e reiterou que não participará das negociações bilaterais de redução de armas entre esses dois países.

“As forças nucleares da China não estão no mesmo nível das dos Estados Unidos e da Rússia, e a China não participará das negociações de desarmamento nesta fase”, declarou Lin.

A Casa Branca disse esta semana que o presidente Donald Trump decidiria o caminho a seguir em relação ao controle de armas nucleares, o que ele “esclareceria em seu próprio cronograma”.

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