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Empresas disputam ativos da Lukoil mesmo após acordo da energética russa com a Carlyle, dos EUA | Empresas

Pelo menos duas empresas, incluindo a Chevron, estão disputando os ativos globais da Lukoil, apesar de a empresa de energia russa ter assinado um acordo inicial, na semana passada, para vender o portfólio à gestora norte-americana Carlyle, segundo quatro fontes familiarizadas com as negociações.

A Lukoil tem até 28 de fevereiro para vender os ativos, o prazo mais recente estabelecido pelo Departamento do Tesouro dos Estados Unidos, que impôs sanções à Lukoil e à Rosneft, no ano passado, para pressionar Moscou a aceitar um acordo de paz com a Ucrânia.

Uma parceria entre a Chevron e a Quantum Energy Partners, bem como um grupo liderado pelo banco de investimento Xtellus Partners, ainda estão em negociações com a Lukoil e o governo dos EUA sobre os ativos, de acordo com duas fontes a par das discussões.

“Definitivamente ainda não é um negócio fechado, a Carlyle está apenas começando a examinar mais de perto os ativos da Lukoil agora”, disse uma fonte próxima à Lukoil. “Os ventos ainda podem mudar nesta venda.”

A Lukoil afirmou que continua as negociações com outros potenciais compradores. A Quantum não quis comentar. A Chevron não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

O portfólio da Lukoil, avaliado inicialmente em cerca de US$ 22 bilhões, atraiu o interesse de pelo menos uma dúzia de empresas, desde a ExxonMobil até o ex-proprietário do Pornhub, Bernd Bergmair. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC) do Tesouro dos EUA rejeitou as ofertas apresentadas pela trading de commodities Gunvor e pela Xtellus.

A Carlyle concordou em comprar os ativos da Lukoil, excluindo os do Cazaquistão, em 29 de janeiro. O fundo está em negociações para formar parceria com os fundos de Abu Dhabi Mubadala, XRG e IHC, bem como com a U.S. Development Finance Corporation para o negócio, segundo fontes.

O acordo ainda requer aprovação do OFAC. A Lukoil também precisaria de um sinal verde do Kremlin e do banco central russo, de acordo com fontes próximas ao processo.

A Xtellus, que é a antiga filial norte-americana do banco russo VTB, está trabalhando em um consórcio com o bilionário americano Todd Boehly e a Allied Investment Partners, dos Emirados Árabes Unidos, disseram fontes com conhecimento do assunto.

Eles propuseram a ideia de pagar pelo negócio com ações congeladas da Lukoil pertencentes a investidores norte-americanos, em vez de um pagamento em dinheiro. O consórcio ainda busca avançar com esse plano e manteve conversas com autoridades dos EUA, segundo uma sexta fonte.

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