Montagem Estadão Mato Grosso
O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou duramente a destinação de recursos públicos federais à escola de samba Acadêmicos de Niterói, que levará à Marquês de Sapucaí um enredo em homenagem ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Carnaval de 2026. Para o parlamentar, o repasse configura uso indevido de dinheiro público e afronta a legislação eleitoral.
Segundo Fagundes, já há manifestações de órgãos de controle sobre o caso. “Acho que já teve uma decisão do TCU, a CGU se manifestando. Isso é uma pouca vergonha”, afirmou.
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A polêmica envolve um contrato de R$ 12 milhões firmado entre a Embratur e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), que prevê o repasse de R$ 1 milhão para cada escola do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro. A Acadêmicos de Niterói, estreante na elite do samba, será uma das beneficiadas e escolheu como tema o samba-enredo ‘Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil’.
Para o senador, a utilização de recursos públicos em um desfile com homenagem direta a um presidente em exercício é inaceitável.
“É a mesma coisa que aconteceu com o dinheiro dos aposentados, dos velhinhos, das velhinhas. Como pegar dinheiro público para fazer apologia na maior festa popular do mundo? Para cantar o número de um candidato a presidente da República, é inaceitável. Isso é uma irresponsabilidade, é desconhecer o mínimo que a nossa legislação exige”, declarou.
O caso já motivou reações no Congresso Nacional. Deputados federais de oposição acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR), alegando propaganda eleitoral antecipada e possível desvio de finalidade por parte da Embratur. O Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a possibilidade de suspensão parcial do repasse à agremiação.
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