O empresário Sidney Oliveira, da rede de farmácias Ultrafarma, foi denunciado nesta quinta-feira (5) pelo Ministério Público de São Paulo. Ele e outras seis pessoas aparecem na denúncia como participantes de um esquema de corrupção que envolvia empresários e auditores fiscais e tributários do Estado.
O caso tinha vindo à tona em agosto de 2025, quando o Ministério Público e a polícia deflagraram a Operação Ícaro.
Oliveira foi um dos presos na operação na época — e solto dias depois.
Agora, com a acusação formal, o Ministério Público denuncia o empresário e outros por crimes de corrupção passiva e ativa, com pagamentos em dinheiro vivo. O esquema teria funcionado entre 2021 e 2025.
Em troca de propina, os auditores atuavam para manipular relatórios e pareceres de forma a garantir ressarcimento de créditos de ICMS indevidos.
“De forma preliminar, constatou-se que a empresa Ultrafarma poderá ter sido beneficiada com o ressarcimento indevido de cerca de R$ 327.196.477,52”, aponta a denúncia, divulgada nesta quinta-feira pelo Ministério Público.
A denúncia continua: “Em troca dos favores criminosos prestados pelos agentes públicos e seus comparsas, Aparecido Sidney Oliveira passou a remunerá-los com vultosos valores que eram pagos em espécie”.
Mensagens de Whatsapp que citavam os pagamentos ilegais foram encontradas no celular do empresário, quando ele foi preso em agosto, segundo a denúncia.
Na denúncia, o Ministério Público requer à Justiça que imponha contra cinco dos denunciados — incluindo Sidney Oliveira — as seguintes medidas: comparecimento mensal à Justiça até a decisão de primeiro grau, proibição de deixarem a cidade onde vivem por mais de cinco dias sem autorização da Justiça, uso de tornozeleira eletrônica e apreensão do passaporte.
O Valor procurou a assessoria da Ultrafarma, mas ainda não obteve uma resposta sobre a denúncia.
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