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Especialista alerta para risco de mononucleose, principalmente durante o Carnaval

Aquela garrafinha d’água que passa de boca em boca. E a cerveja e os drinks, então? Nem se fala. Em períodos de grandes aglomerações, como o Carnaval, é comum que pessoas compartilhem copos, garrafas e outros objetos, especialmente em grupos de amigos — hábito que aumenta o risco de transmissão de doenças infecciosas.

Segundo Marcelo Moreira, cirurgião-dentista do Ateliê Oral, esse tipo de comportamento favorece o contágio de enfermidades que têm a boca como porta de entrada. Uma delas é a mononucleose, causada pelo vírus Epstein-Barr, da família do herpesvírus, e transmitida principalmente por meio da troca de saliva infectada. O contato com secreções respiratórias e o compartilhamento de objetos contaminados também estão entre as formas de transmissão.

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Moreira ressalta que a doença não deve ser subestimada. “Assim como muitas enfermidades que entram pela boca, a mononucleose pode gerar complicações em diferentes partes do organismo”, explica. “A cavidade oral funciona tanto como via de infecção quanto como um importante indicador da saúde geral.”

Dor de garganta e possíveis complicações sistêmicas
De acordo com o especialista, a mononucleose afeta principalmente a região da garganta, provocando dor intensa, inflamação das amígdalas com placas esbranquiçadas, além de úlceras bucais e dor na mucosa oral. Em alguns casos, a infecção pode evoluir para complicações mais graves, como aumento do fígado e do baço. Febre, inchaço dos gânglios linfáticos, cansaço extremo e dores no corpo também estão entre os sintomas mais comuns.

“É importante destacar que nem todas as pessoas apresentam todos — ou sequer alguns — desses sinais. Muitas vezes, a infecção pode ser confundida com uma gripe ou resfriado, o que reforça a importância de atenção aos sintomas e da busca por avaliação médica”, alerta.

Para reduzir o risco de contágio e aproveitar o Carnaval com mais segurança, o especialista recomenda evitar o compartilhamento de copos, garrafas, batons e outros objetos de uso pessoal que entram em contato direto com a mucosa labial. Como a transmissão ocorre pela saliva, o contato direto também deve ser moderado. Manter uma alimentação equilibrada e hábitos saudáveis ajuda a fortalecer a imunidade e a resposta do organismo ao vírus.

Procure avaliação médica se houver:
* dor de garganta persistente, com placas esbranquiçadas nas amígdalas;
* febre que não cede em poucos dias;
* cansaço extremo ou fraqueza prolongada;
* inchaço dos gânglios linfáticos, especialmente no pescoço;
* dores no corpo sem causa aparente;
* dor abdominal ou sensação de peso no lado direito do abdômen (possível aumento do fígado);
* lesões ou úlceras na mucosa oral.

Em alguns casos, os sintomas podem ser leves ou confundidos com gripe, o que reforça a importância do diagnóstico médico.

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