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Janela partidária provoca mudanças e cria novos blocos na Alems

Com a janela partidária iniciando em 6 de maio, sendo o período permitido pela Justiça Eleitoral para os deputados trocarem de partido sem perder a cadeira na assembleia, começam as movimentações que vão mexer com tudo que foi definido e articulado até o momento.

Plenário da ALEMS durante a sessão. (Foto: Divulgação/ALEMS)

Na Assembleia, os deputados podem se organizar em blocos, e funciona de forma que os vários partidos e parlamentares se unem para atuar juntos nas decisões do dia a dia do legislativo. Blocos maiores ganham mais peso político, e em 2025, os deputados estavam em dois blocos, com oito representantes cada.

No entanto, haverá mudanças em 2026. Parte dos deputados se reorganizou e formou um bloco maior, com 12 deputados, incluindo parlamentares do PL e outros que estavam sem partido. Confira abaixo:

Bloco 1

  • Junior Mochi (MDB);
  • Marcio Fernandes (MDB);
  • Renato Câmara (MDB);
  • Gerson Claro (PP);
  • Londres Machado (PP);
  • Antônio Vaz (PR);
  • Pedrossian Neto (PSD);
  • Professor Rinaldo (Podemos);
  • Coronel David (PL);
  • Neno Razuk (PL);
  • Lucas de Lima (sem partido)
  • Lidio Lopes (sem partido).

As negociações para as junções ocorrem desde o início do ano, mas todas as informações são provisórias.

“Vários parlamentares vão fazer o uso da mudança partidária, que tem janela de trinta dias e vão mudar de partido. E o bloco é formado por partidos. Então, a semana que vem, a gente vai ter várias alterações, formação de novos blocos, alterações nas comissões permanentes da casa. Então, o que tô falando agora aqui é válido até a abertura da janela partidária. Depois da abertura da janela partidária, tudo vai mudar”.

Márcio Fernandes (MDB), deputado estadual

Já o bloco 2 se manteve no momento, com seis deputados do PSDB, além de Roberto Hashioka, do União Brasil, e Paulo Duarte, do PSB. Confira:

Bloco 2

  • Lia Nogueira (PSDB);
  • Mara Caseiro (PSDB);
  • Pedro Caravina (PSDB);
  • Paulo Corrêa (PSDB);
  • Zé Teixeira (PSDB);
  • Jamilson Name (PSDB);
  • Roberto Hashioka (União);
  • Paulo Duarte (PSB).

Deputados que fazem oposição ao Governo do Estado não foram incorporados em nenhum grupo e vão seguir de forma independente, sendo o caso de João Henrique Catan (PL) e três deputados da bancada do PT.

“A oposição ela é fundamental no parlamento porque ela no debate político faz o contraponto nos debates e também tem o papel de fiscalizar e cobrar do Governo do Estado aquilo que foi assumido como compromisso.
E eu penso que a bancada de sustentação do governo é majoritária tem maioria, mas não pode ser a casa apenas um lugar onde se homologa aquilo que o governo envia para cá é preciso que a gente. A gente garante o debate plural e a oposição nesse sentido é fundamental”.

Pedro Kemp (PT), deputado estadual

A formação de blocos funciona como uma espécie de aliança dentro do parlamento, e mesmo sendo de partidos diferentes, os deputados se unem para ganhar mais força nas discussões e nas votações.

O movimento ajuda, a negociar projetos, influenciar o ritmo da tramitação das propostas que chegam ao plenário, além de indicar e ocupar espaços nas comissões da assembleia. No entanto, a principal dela é a Comissão de Constituição de Justiça e Redação (CCJR), que fica neste plenário e tem uma nova composição em 2026.

Neno Razuk deixou a CCJR porque seu partido, o PL, não tem mais poder de indicação com a saída de Lucas de Lima, que atualmente está sem partido. Com isso, o deputado Professor Rinaldo (Podemos) ocupou a cadeira.

Nesta quarta-feira (25), ocorreu a primeira reunião do ano de comissão, que possui o poder de dar o aval ou recusar a tramitação de propostas apresentadas. O encontro ocorreu após três semanas do início da legislatura, e o presidente garantiu que não houve atraso.

“Não tem prejuízo porque nós podemos fazer, e já fizemos isso no ano anterior, sessões extraordinárias para dar volume, para dar celeridade nos projetos que estão tramitando. A CCJR vai manter o seu ritmo, assim como no ano passado, fazendo a liberação dos projetos, porque eles possam ser discutidos nas comissões e em plenário”.

Pedro Caravina (PSDB), presidente da CCJR da ALEMS

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