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Aura Minerals tem prejuízo de US$ 20 milhões no 4º trimestre, apesar de receita recorde | Empresas

A Aura Minerals teve um prejuízo líquido de US$ 19,8 milhões no quarto trimestre de 2025, revertendo o lucro de US$ 16,6 milhões registrado um ano antes. Já as receitas cresceram 88% no ano, atingindo o recorde de US$ 321,6 milhões, devido ao aumento do volume de vendas, impulsionado principalmente pela valorização do preço do ouro.

Apesar do faturamento histórico, o resultado final da companhia foi prejudicado pelo aumento das despesas financeiras, decorrente das perdas não realizadas com derivativos de ouro reconhecidas via marcação a mercado (MTM), além de maiores impostos correntes.

No critério ajustado, a companhia teria lucro de R$ 73,3 milhões no trimestre encerrado em dezembro, alta anual de 7%. Os ajustes consideram perdas não caixa relacionadas a “hedges” de ouro, de US$ 81,7 milhões, perdas cambiais de US$ 3,3 milhões e impostos diferidos sobre itens não monetários, de US$ 8,1 milhões.

O resultado antes de juros, impostos, amortização e depreciação (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado avançou 162% na base anual, atingindo US$ 207,9 milhões, marcando o sexto recorde trimestral consecutivo da companhia, destaca a Aura em comunicado que acompanhou o balanço.

A companhia ressalta que o aumento da produção, aliado à disciplina na gestão de custos, a permitiu capturar integralmente os benefícios da valorização dos preços dos metais no período. Como resultado, o Ebitda ajustado mais que dobrou em relação ao quarto trimestre de 2024. A melhora na comparação anual refletiu principalmente o maior volume de produção, o controle consistente de custos e os preços mais elevados do ouro e do cobre, conforme discutido anteriormente. Esse desempenho também se traduziu na expansão da margem Ebitda ajustada, que aumentou 18 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano anterior.

A dívida líquida atingiu US$ 117,6 milhões ao fim do quarto trimestre de 2025, 84% acima do registrado no final do terceiro trimestre. A piora, de acordo com a Aura, foi decorrente do desembolso referente à aquisição da Mineração Serra Grande (MSG), do pagamento de dividendos e do aumento temporário do capital de giro.

Em 2025, a companhia teve prejuízo consolidado de R$ 79,3 milhões e receitas de R$ 921,7 milhões.

Acordo para a realocação de rodovia na Mina Borborema

Adicionalmente, a Aura Minerals anunciou a celebração de um acordo de cooperação com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) para a realocação da rodovia federal que atravessa parte da Mina Borborema, que fica no Rio Grande do Norte, no Brasil.

Esse acordo permite à companhia o avanço imediato na conversão de parcela relevante dos recursos minerais indicados existentes em reservas minerais prováveis. “Com a atualização do relatório técnico, a Aura amplia a sua base de reservas minerais em 82%, chegando a um total de aproximadamente 1,5 milhão de onças de ouro”, destaca a companhia em fato relevante.

O estudo de viabilidade contempla estimativas atualizadas de recursos e reservas minerais sob as definições da SEC S-K 1300, compreendendo reservas prováveis de 40,7 milhões de toneladas com teor médio de 1,13 gramas de ouro por tonelada de minério, contendo aproximadamente 1.479 mil onças de ouro.

A produção média anual ponderada é estimada em 65 mil onças de ouro, com vida útil estimada (LOM) de 20,5 anos. O valor presente líquido (VPL) totaliza US$ 612,5 milhões — ante US$ 182 milhões no Estudo de Viabilidade anterior — e a taxa interna de retorno (TIR) após impostos é de 42,8%, considerando preço médio ponderado do ouro de US$ 2.274 por onça ao longo de todos os anos operacionais e a taxa de câmbio de R$ 5,70 por US$ 1 a partir de 2025.

“O corpo mineralizado de Borborema permanece aberto ao longo do ‘strike’ (direção de veio) e em profundidade (‘down dip’). A Aura acredita que o projeto poderá se beneficiar de campanhas adicionais de sondagem, tanto para ampliar a área dos recursos minerais quanto para incrementar as onças contidas dentro dos limites atuais de mineralização”, acrescenta a companhia.

“Esse acordo representa um marco importante que acelera de forma significativa a geração de valor em Borborema. Desde a aquisição do projeto, reconhecemos o seu expressivo potencial de expansão — o que nos levou a planejar e construir, desde o início, uma planta que fosse totalmente expansível”, comenta Rodrigo Barbosa, presidente e CEO da Aura, em nota.

Caminhão com minério da Aura Minerals — Foto: Bloomberg

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