O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), sugeriu ao governador Mauro Mendes (União) que divida em lotes as obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, na sgila em inglês), em Cuiabá e Várzea Grande, para que mais de uma empresa toque a execução, acelerando a entrega do modal.
“Acredito que a solução seria fracionar a licitação e dividir o projeto em lotes, envolvendo empresas mato-grossenses. Assim, o processo se tornará mais eficiente e rápido, além de fazer a economia circular dentro do estado, gerando empregos e aquecendo o comércio”, defende Max, em artigo publicado nesta segunda (24).
Rodinei Cresêncio/Rdnews
A medida é uma das possibilidades estudadas pelo Executivo estadual, que já descartou tocar as obras por meio do MT-Par, conforme sugeriram alguns aliados. Em recente entrevista, Mauro destacou que a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra-MT) estava estudando várias possibilidades e sondando o mercado. O chefe do Paiaguás ressaltou, ainda, que teria um “Plano B” na manga, mas que só o anunciaria quando tomasse uma decisão.
O anúncio de que o Estado iria romper o contrato com o Consórcio BRT, executor da obra, foi feito em 5 de fevereiro, mas, por enquanto, o Governo segue em tratativas. A ideia é que a rescisão do contrato seja feita de forma amigável, com a possibilidade até de a empresa concluir as obras na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (Avenida do CPA), que já estão bastante avançadas. Caso não haja acordo, o Estado deve realizar a rescisão unilateral do contrato.
Urgência
O presidente da Assembleia ressalta que a população já sofreu muito com a eterna novela do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), que nunca saiu do papel. Por isso, é necessário celeridade na resolução do impasse sobre o BRT, que é fundamental para a modernização do transporte público de Cuiabá.
Ele ressalta que é preciso reconhecer que a implementação do BRT tem sido marcada por uma série de falhas e desafios que não podem ser ignorados. Reforça que os transtornos causados à população cuiabana são evidentes, e, como representante da Assembleia, promete exigir uma resposta rápida e eficiente para que esse projeto seja concluído.
“É preciso ser claro: os cuiabanos não podem mais esperar! Cada minuto perdido no trânsito, cada ônibus que não chega no horário e cada rua interditada sem solução imediata representam uma queda na qualidade de vida dos cidadãos. Costumo dizer que o transtorno no trânsito é democrático, pois atinge todas as classes sociais, desde quem depende do transporte público, até quem possui o carro mais luxuoso. A obra do BRT é essencial para o futuro de Cuiabá, mas também representa o resgate de uma dívida histórica com a população da capital e da baixada cuiabana. Esse novo modal deveria ter sido entregue em 2014. São 11 anos de descaso com os cidadãos, e essa realidade precisa mudar!”, reflete, numa referência ao VLT e BRT.
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