O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, transferiu centenas de imigrantes para El Salvador, mesmo depois que um juiz federal emitiu uma ordem bloqueando temporariamente as deportações, disseram autoridades no domingo (16).
O juiz distrital dos EUA James Boasberg emitiu a ordem no sábado (15), bloqueando temporariamente as deportações, feitas com base em uma declaração de guerra do século XVIII, direcionada a membros de gangues venezuelanas. Mas advogados informaram que já havia dois aviões com imigrantes no ar – um com destino a El Salvador e outro para Honduras.
Boasberg ordenou verbalmente que os aviões retornassem, mas, aparentemente, isso não aconteceu, e ele não incluiu essa diretriz em sua decisão escrita. Com isso, foi enviado para El Salvador um grupo de 238 pessoas, apontados como supostos membros de gangues venezuelanas, mais 23 pessoas consideradas pelos EUA supostos membros da gangue internacional MS-13.
A porta-voz de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, negou que a decisão judicial tenha sido quebrada. “A administração não ‘se recusou a cumprir’ uma ordem judicial”, disse ela.
“A ordem, que não tinha base legal, foi emitida depois que terroristas TdA já haviam sido [removidos] do território dos EUA”, completou Leavitt, referindo-se à sigla da gangue Tren de Aragua, que Trump apontou em sua incomum proclamação divulgada no sábado.
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