A indicação dada pelo Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, de que deverá manter os juros em nível restritivo por período “bastante prolongado” empurrou o Ibovespa para o campo negativo na sessão de hoje. O índice encerrou em queda forte de 1,15%, aos 137.116 pontos, depois de oscilar entre os 136.815 pontos e os 138.719 pontos. Embora a autoridade monetária tenha optado por antecipar a interrupção do ciclo de aperto monetário, que trouxe a Selic para 15% na última quarta-feira (18), o tom mais duro adotado pelo colegiado pesou sobre os ativos.
O movimento foi potencializado pelo fato de ocorrer em um pregão em que a liquidez foi menor nos mercados por causa do feriado de ontem e em um dia marcado pelo vencimento de opções sobre ações, o que intensificou a volatilidade do Ibovespa. Na semana, o índice caiu 0,07%.
O recuo de blue chips também dificultou um desempenho mais positivo do índice na sessão. As ações da Vale recuaram 2,58%, enquanto a maior queda entre os bancos ficou para o Banco do Brasil, que cedeu 2,11%. Já na ponta contrária, os papéis da Petrobras tiveram movimento misto: as PN tiveram perdas de 0,27%, enquanto as ON tiveram ganhos de 0,45%.
O volume financeiro negociado no Ibovespa foi de R$ 23,2 bilhões e chegou a R$ 30,7 bilhões na B3. Já em Wall Street, os principais índices americanos fecharam mistos: o Nasdaq cedeu 0,51%; o S&P 500 recuou 0,22%; e o Dow Jones avançou 0,08%.
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