O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), e a suplente de senadora Margareth Buzetti (PP) protagonizaram uma discussão em uma coletiva de imprensa na tarde desta quinta-feira (8), enquanto o tema em debate era a tributação do ISS (Imposto Sobre Serviço) para empresários do Distrito Industrial.
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A discussão começou quando Abilio afirmou que, no período em que Buzetti ocupava o Senado, ela teria votado a favor da reforma tributária que permitiria a criação de um IVA federal Imposto sobre Valor Agregado, o novo imposto que irá unificar 5 tributos brasileiros a partir da Reforma Tributária. Na fala do prefeito, o voto dela e o do senador Jayme Campos (União Brasil) teriam contribuído para aumentar a alíquota que o município pode cobrar das empresas, comparando o ISS atual de 5% com uma projeção de IVA de 27% destinado à União.
Buzetti rebateu, afirmando que o prefeito a chamou de “fantasma”, referindo-se a falas feitas por ele no início da semana, quando disse que o Distrito Industrial abriga muitas empresas fantasmas, CNPJs registrados em “salinhas” apenas para pagar menos ISS, sem funcionar fisicamente na região.
“Você me chamou de fantasma”, disse Buzetti, visivelmente irritada, antes de deixar a coletiva.
Ao falar com jornalistas após sair da reunião, Buzetti explicou que votou na reforma tributária por uma estratégia para tentar destravar o Fethab (fundo estadual do agro), trazendo mais recursos para Mato Grosso.
“Ele sabe por que eu votei: para defender Mato Grosso. Para isso ele me chamou de fantasma? Desculpa, né? Eu estou desde 87 com o mesmo CNPJ. Estou desde 87 aqui, com o mesmo CNPJ.”
Ela também destacou que não houve votação específica para elevar o ISS para 27%, mas que a reforma alterou a alíquota municipal de 3% para 5%, que já impacta algumas empresas fora do Simples Nacional.
“Eu recebi no grupo da AEDIC, ele falando que o aumento do ISS é porque no Distrito só tinha empresa fantasma. É isso. Ele é bom para atacar e justificar”, afirmou.
Uma jornalista perguntou se o prefeito quis dizer que sua fala foi distorcida: Jornalista: “Quando ele diz que está tirando de contexto, quer dizer que ele não falou ou que foi distorcido?”
Margareth: “Não sei o que ele quer dizer, sinceramente eu não sei.”
Quando questionada se saiu da reunião por estar muito irritada, ela confirmou: “Ele adora atacar e justificar. Eu votei nele para ser solução, não para criar problema.”
Buzetti concluiu criticando a postura do prefeito, afirmando que ele costuma culpar quem não estava nas votações e que atacou o setor produtivo apesar de não seguir a mesma ideologia de partidos como o PT.
“O PT, pelo menos, é da ideologia deles. Ele não. Eu votei nele para ser solução, não para arrumar problema.”
Antes do encerramento, Abilio afirmou que o áudio citado estava fora do contexto e que a suplente estaria criando uma narrativa própria: “Ela está construindo uma narrativa. O áudio está fora do contexto”, disse, negando que o objetivo fosse atacar corretores comuns ou empresas do dia a dia.
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