O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, afirmou esperar que a abertura do processo da Lei de Reciprocidade contra os Estados Unidos possa ajudar a acelerar o diálogo e a negociação com o governo do presidente Donald Trump.
Alckmin deu a declaração na noite desta quinta-feira (28) no México, onde está para um encontro com a presidente Claudia Sheinbaum, cuja pauta inclui as tarifas impostas pelos Estados Unidos aos parceiros comerciais.
Mais cedo na quinta-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu aval para que seu governo comece a discutir medidas de reciprocidade contra os Estados Unidos, numa resposta ao tarifaço anunciado pelo presidente americano.
A pedido de Lula, o Itamaraty já acionou a Câmara de Comércio Exterior (Camex), ligado ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), para que o órgão abra um processo de investigação sobre as razões que dão respaldo à retaliação.
Segundo Alckmin, a disposição do Brasil é a de dialogar e negociar com os Estados Unidos, preservando o que ele chamou de diretrizes de Lula: garantir a soberania brasileira e a separação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
“Temos 201 anos de parceria e amizade com os Estados Unidos e uma boa complementariedade com a economia deles. Essa é a logica do comercio exterior, produtos mais baratos para beneficiar o conjunto da sociedade”, afirmou Alckmin aos jornalistas no México.
O ministro não quis comentar se a estratégia brasileira de abrir o processo de reciprocidade terá o mesmo efeito que houve com a China, que retaliou as tarifas dos Estados Unidos e conseguiu levar os americanos à mesa de negociações.
Alckmin afirmou também que não há qualquer reunião agendada entre autoridades brasileiras e americanas até o momento.