Pequim autorizou que importadores chineses comprem soja dos Estados Unidos, mesmo diante de custos significativamente mais altos em relação ao produto brasileiro, atualmente mais abundante e competitivo no mercado internacional.
A decisão ocorre após o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmar que a China avalia adquirir até 20 milhões de toneladas de soja dos EUA na atual temporada. Analistas avaliam que, apesar da pouca lógica comercial, as compras podem ocorrer por meio de empresas estatais como um gesto político.
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Segundo fontes do mercado, a medida pode anteceder a visita de Trump à China, prevista para abril, e teria como objetivo facilitar negociações mais amplas com Washington, mesmo que isso implique custos adicionais para o país asiático.
Nos últimos dias, os preços da soja norte-americana subiram e ampliaram o diferencial em relação à soja brasileira, que vive o pico das exportações com a colheita em andamento. Atualmente, o produto dos Estados Unidos chega a custar cerca de US$ 50 por tonelada a mais no mercado FOB.
Com esse diferencial, uma compra adicional de 8 milhões de toneladas pode elevar os custos em até US$ 400 milhões em comparação à aquisição do produto brasileiro, reforçando a vantagem competitiva do Brasil neste momento do mercado global de soja.
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