Durante fala na abertura da oitiva que analisa o motim de parlamentares na Câmara dos Deputados, nesta terça-feira (9), o deputado federal por Mato Grosso do Sul, Marcos Pollon (PL), afirmou que o ocorrido foi um “ato natural da oposição”. Dessa forma, ele pediu à mesa relatora do Conselho de Ética que impugnasse o pedido de suspensão do mandato.
Além de Pollon, os deputados Marcel Van Hattem e Zé Trovão também foram ouvidos e deverão apresentar suas testemunhas.
Durante o argumento, o parlamentar de MS afirmou que o projeto que dizia respeito sobre a anistia dos envolvidos no 8 de janeiro, não havia sido pautado, mesmo conseguindo mais de 300 assinaturas.
“O fato é que, conforme apresentado em todas as defesas técnicas, eu acredito na minha, Com certeza, que esse fato específico de obstruir a mesa já tinha acontecido outras vezes nessa casa e, especialmente, não havia tipificação específica para culminar alguma consequência jurídica deste ato. Tanto que, logo após o evento, foi votada a urgência nesta casa para uma alteração regimental, acrescentando no código de ética este ato como infração, o que demonstra, explicitamente, que não havia essa previsão legal”, disse.
A sessão, que durou pouco mais de 9h, precisou fazer uma pausa para que os depoimentos pudessem continuar nesta quarta-feira (10), a partir das 12h (horário de Brasília). Na ocasião, serão ouvidas testemunhas trazidas pelos parlamentares.
O caso
Em agosto deste ano, os deputados da direita tentaram pressionar os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado, a colocarem em votação as propostas que eram chamadas de “pacote da paz”.
Uma das pautas exigidas era a anistia aos golpistas condenados pelo caso do 8 de janeiro, em Brasília. À época, o grupo sentou à mesa e ficou, por horas, impedindo a continuidade das sessões.
Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia