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Barranco: Deputado que votar contra o servidor pode pegar a chuteira e ir embora em 2026

O deputado estadual Valdir Barranco (PT) defendeu a recomposição integral da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores públicos estaduais e fez um alerta direto aos parlamentares que pretendem votar contra a categoria. Segundo ele, quem se posicionar contra os servidores “não terá espaço” nas eleições de 2026. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira, 21 de janeiro.

“Deputado que tem compromisso com o servidor e que votar contra o servidor nesse momento, pode pegar a chuteira, pendurar e ir embora, não participar das eleições de 2026”, afirmou Barranco.

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O parlamentar comentou ainda sobre uma reunião que será realizada entre 13h30 e 14h, no Palácio Paiaguás, com deputados da base governista para discutir a RGA e uma possível recomposição salarial. Questionado se a oposição foi convidada, Barranco foi direto: “Palácio não é espaço para oposição. A oposição não frequenta o Palácio. Pelo menos eu não fui. Certamente o deputado Lúdio e a deputada Janaina Riva também não foram convidados”.

Barranco avaliou que há uma forte pressão do governador Mauro Mendes sobre os deputados da base, mas acredita que parte deles não deve ceder. Ele afirmou que, na sessão anterior, ao menos 12 parlamentares já demonstraram apoio aos servidores.

“Eu não queria estar na pele desses deputados da base, a pressão é muito grande nesses últimos dias. Mas eu creio que eles não irão arredar o pé”, disse.

Para o deputado, o envio do projeto à Assembleia após o dia 20 de janeiro não foi por acaso. Segundo ele, a estratégia do governo teria sido evitar a inclusão do reajuste na folha salarial deste mês por falta de segurança na aprovação do percentual proposto.

Barranco também contestou o argumento do governo sobre dificuldades financeiras e apresentou dados de arrecadação. Ele afirmou que, em 2019, no primeiro ano do governo Mauro Mendes, o Estado fechou o exercício com cerca de R$ 20 bilhões em receita. Já em 2025, o valor teria ultrapassado R$ 58 bilhões — um crescimento de mais de 200%.

“O que significa dizer que o governador não pode dizer não a 19,52% para quem arrecadou mais de 200%. Tem que pagar a integralidade do direito à RGA”, afirmou.

Questionado sobre a possibilidade de emendas parlamentares serem consideradas inconstitucionais, Barranco rebateu. Segundo ele, a recomposição da RGA não se trata de aumento salarial, mas de reposição de perdas inflacionárias, garantida pela Constituição Federal.

“A RGA é constitucional. Está no artigo 37, inciso 10 da Constituição. Não é aumento, é reposição. Inconstitucional é não pagar”, reforçou.

Ao comentar o índice de 4,26% enviado pelo governo, Barranco foi duro: “É muito insuficiente. É uma vergonha, um tapa na cara dos servidores”.

A sessão extraordinária que deve votar o projeto está marcada para as 15h, enquanto servidores seguem mobilizados em frente à Assembleia Legislativa.

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