O Índice de Confiança da Construção (ICST) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre) recuou 2,5 pontos em fevereiro, para 91,5 pontos. Na média móvel trimestral, o índice recuou 0,8 ponto.
“A queda na confiança registrada em fevereiro devolveu quase toda a melhora observada em janeiro. No entanto, os fundamentos que podem alicerçar o crescimento setorial permanecem, ou seja, não houve mudança significativa no cenário”, avaliou a coordenadora de projetos da construção do FGV Ibre, Ana Maria Castelo.
Ela destacou, no entanto, que “as fragilidades parecem ganhar força com a escassez de mão de obra atingindo patamares historicamente elevados”.
O ICST de fevereiro refletiu piora no Índice de Situação Atual (ISA-CST) e no Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST recuou 2,4 pontos, para 91,0 pontos, e o IE-CST decresceu 2,5 pontos, para 92,1 pontos.
Os dois componentes do ISA-CST também recuaram: o indicador de situação atual dos negócios a recuou 2,4 pontos, chegando aos 89,7 pontos, e o indicador de volume de carteira de contratos decresceu 2,5 pontos, para 92,4 pontos. Do lado dos componentes do IE-CST, o indicador de demanda prevista nos próximos três meses registrou queda de 2,8 pontos, alcançando 94,4 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses teve queda de 2,2 pontos, atingindo 89,8 pontos.
O Nuci da Construção teve uma leve queda de 0,3 ponto percentual (p.p.), para 77,1%. Os Nucis de Mão de Obra e de Máquinas e Equipamentos tiveram movimentos distintos, Mão de Obra crescendo 0,3 ponto, para 78,7%, e Máquinas e Equipamentos recuando 1,3 p.p., para 71,7%.
A pesquisa mostrou que 41,6% dos empresários assinalaram que a escassez de mão de obra tem sido um fator limitativo para melhoria dos seus negócios. Esse foi maior valor observado para o mês de fevereiro desde 2011. Além disso, esse também foi o fator mais citado desde maio de 2024, enquanto o segundo fator mais mencionado foi demanda insuficiente, para 22,9% das empresas.