Sinop, 26/01/2026 15:50

CVM investiga desde 2022 operações da Reag com títulos de antigo banco de SC | Finanças

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu, desde 2022, três processos sancionadores contra a Reag, gestora e administradora de fundos de investimentos investigada no caso do Banco Master. Aberto em 2022, um dos processos acusa a Reag e outros seis réus por irregularidades na compra de títulos do extinto Banco do Estado de Santa Catarina (Besc) por cinco fundos.

Os detalhes sobre o caso não são públicos. A última atualização mostra que, em novembro de 2025, o relator do processo foi definido. A gestora, que mudou o nome para CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários (DTVM) no ano passado, teve a liquidação decretada pelo Banco Central (BC) no último dia 15 de janeiro no escopo das investigações sobre o Master.

A autoridade monetária encontrou operações atípicas e sem fundamentação econômica conduzidas pelo Master entre os anos de 2023 e 2024 em fundos administrados pela Reag. A liquidação “foi motivada por graves violações às normas que regem as atividades das instituições integrantes do Sistema Financeiro Nacional”. A Reag também tinha sido alvo da Operação Carbono Oculto em agosto de 2025, que revelou o uso de fundos para lavagem de dinheiro do crime organizado.

Conforme reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, gestores de fundos do Banco Master compravam certificados de ações do Besc, chamados de “cártulas”, para inflar os fundos e realocar investimentos em outros fundos também da Reag.

Em outro processo aberto em 2024, a CVM acusa a Reag por não divulgar informações ao mercado quando um dos fundos sob sua administração comprou participação relevante na GetNinjas. Em maio de 2025, a gestora fez uma proposta de acordo à CVM para concluir o caso por meio do pagamento de R$ 300 mil. Mas o colegiado da CVM rejeitou a proposta em agosto do ano passado, em linha com o comitê especializado. O caso deve ir a julgamento, ainda sem previsão de data.

Um terceiro processo contra a Reag DTVM, o diretor Silvio Gersztel e a MDL Trust Serviços Fiduciários foi aberto em 2023. Eles eram acusados pelo suposto descumprimento da obrigação de controles internos adequados e por repetição consolidada dessa obrigação.

A Reag e Gersztel propuseram um acordo em 2024 nos valores de R$ 360 mil e R$ 180 mil, respectivamente, com aceitação pelo colegiado da CVM. Com isso, o processo contra eles foi encerrado. Já a MDL Trust foi julgada em abril de 2025 e condenada ao pagamento de multa no valor de R$ 255 mil.

— Foto: Leo Pinheiro/Valor

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