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Evento debate avanço de plantas daninhas e pragas sobre a soja em MT

A pressão de plantas daninhas, pragas e doenças são um desafio para o produtores de soja de Mato Grosso, exigindo um manejo cada vez mais técnico e estratégico. Espécies como o caruru e o capim-pé-de-galinha avançam sobre as áreas produtivas, enquanto pragas como os tripes (insetos) se espalham de forma silenciosa, provocando danos diretos às plantas e dificultando o controle ao longo do ciclo da cultura. Esse cenário eleva os custos de produção e amplia os riscos de perda de produtividade.

Aumento de tripes na soja acende alerta fitossanitário em lavouras de MT – Foto: Assessoria

O desafio se torna ainda maior diante da expansão da área cultivada no estado. Dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea) indicam que a área plantada de soja em Mato Grosso passou de 12,8 milhões de hectares na safra 2024/2025 para mais de 13 milhões de hectares em 2025/2026. Com mais lavouras em campo, cresce também a pressão fitossanitária, exigindo planejamento antecipado e decisões mais assertivas por parte dos produtores.

Entre os principais pontos de atenção estão as plantas daninhas com resistência a herbicidas, especialmente o caruru, que apresenta alta capacidade de competição com a soja e grande produção de sementes. Em áreas com alta infestação, as perdas econômicas podem ser significativas, tornando indispensável a adoção de estratégias integradas de manejo, como rotação de culturas, ajustes no sistema de controle químico e monitoramento constante das áreas.

Os tripes também figuram como uma preocupação crescente nas lavouras do estado. Além de causarem danos diretos às folhas e brotações, esses insetos podem facilitar a entrada de patógenos e transmitir viroses. Outro fator que complica o controle é a variação de resposta das diferentes espécies aos inseticidas, o que reforça a necessidade de diagnóstico correto e manejo bem direcionado.

Diante desse cenário, produtores e técnicos participam neste sábado (31) de um dia de campo em Diamantino (MT), voltado à discussão de práticas de manejo fitossanitário na soja. A proposta do encontro é apresentar informações técnicas e resultados práticos de pesquisa para auxiliar o produtor na tomada de decisão, conectando o manejo adequado à redução de perdas e à melhoria da rentabilidade em um ambiente de custos elevados e margens cada vez mais apertadas.

O que são tripes?

Os tripes são insetos de pequeno porte que se alimentam da seiva das plantas e têm avançado de forma silenciosa nas lavouras de soja. Ao atacar folhas e brotações, provocam manchas, enfraquecimento da planta e abrem portas para a entrada de patógenos, além de poderem transmitir viroses. A presença de diferentes espécies, com respostas variadas aos inseticidas, dificulta o controle da praga, que tende a se intensificar em períodos de calor e estiagem, exigindo monitoramento constante e manejo adequado por parte do produtor.

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