Após a visita do ministro da Educação, Camilo Santana, a Mato Grosso, o senador Wellington Fagundes (PL/MT) fez críticas ao recente anúncio de cortes no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) e cobrou que as decisões do Ministério da Educação levem em consideração o impacto social e regional das medidas.
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O ministro esteve em Várzea Grande para a inauguração do novo campus do Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), na região do Chapéu do Sol. Unidade que contou com apoio direto do senador ao longo de mais de dez anos, incluindo articulação institucional, envio de recursos e atuação política para destravar a obra após períodos de paralisação.
“Formar um técnico é dar oportunidade para o jovem conquistar renda, ajudar a família e continuar estudando. Tenho orgulho de contribuir para o fortalecimento do IFMT e das universidades públicas do nosso Estado.”
Fagundes destacou ainda o envio de recursos e articulações em favor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), do campus da UFMT em Sinop e da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), instituições que considera estratégicas para o desenvolvimento socioeconômico regional.
Em entrevista, Wellington criticou os cortes no Fies. “Educação não pode ser tratada como planilha. Atrás desses números existem estudantes, famílias e regiões inteiras que precisam de médicos. Concordo que dinheiro público não deve sustentar curso ruim, mas cortar acesso sem planejamento pode fechar portas para quem mais precisa”, afirmou.
O senador afirmou que o endurecimento por parte do MEC contra cursos de Medicina mal avaliados deve existir, mas com responsabilidade.
“Medicina não admite improviso. Curso com nota 1 ou 2 preocupa, porque coloca em risco o futuro do aluno e a vida dos pacientes. Mas Mato Grosso não é o problema, é parte da solução.”
Destacou que os cursos públicos do estado tiveram resultados positivos nas avaliações nacionais. A UFMT em Cuiabá e Sinop obteve conceito 4, acima da média nacional, assim como a Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), mesmo sendo um curso recente.
Mais vagas na UFR
O pré-candidato ao governo de Mato Grosso ressaltou que a UFR ampliou recentemente o número de vagas, passando de 40 para 80 anuais. “A UFR nasceu ligada à realidade do sul de Mato Grosso. Tem formado médicos para ficar no estado, não para ir embora. Esse é o modelo que dá certo: educação pública interiorizada e humana, ressaltou.”
O senador disse que tem atuado diretamente para fortalecer a estrutura necessária à formação médica, incluindo a defesa da construção do hospital universitário em Rondonópolis. Segundo ele, a reitora da UFR, Analy Polizel, apresentou ao ministro Camilo Santana o projeto do novo hospital.
Ele também reforçou o compromisso por Sinop, destacando o bom desempenho do curso de Medicina da UFMT e que tem lutado para transformar o hospital municipal em hospital-escola e hospital universitário.
“Quando decisões são tomadas sem planejamento, quem sofre é o interior, que já enfrenta falta de médicos. Eu defendo qualidade com presença do Estado. Mato Grosso é um estado gigantesco, com quase 900 mil quilômetros quadrados. Precisamos formar médicos preparados, humanos e comprometidos com as pessoas. Qualidade, sim. Abandono, não”, concluiu.
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