Marty Supreme chegou às telas como um dos filmes mais aguardados do ano e não decepcionou. O drama dirigido por Josh Safdie, com Timothée Chalamet no papel principal, acompanha nove meses turbulentos na vida de um prodígio do tênis de mesa que também é um golpista nato nas ruas de Nova York.
Ao longo da narrativa, o espectador assiste a um personagem que vai se tornando cada vez mais frio e calculista na busca obsessiva por um único objetivo: ser o melhor jogador de ping-pong do mundo.
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O filme já entrou para a história antes mesmo de encerrar sua temporada nos cinemas. Marty Supreme se tornou a maior bilheteria mundial da A24, a produtora independente responsável por obras aclamadas como Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo.
E com indicações ao Oscar 2026, muita gente está chegando ao filme agora e saindo com a cabeça cheia de perguntas sobre o que aquele final realmente significa. Vamos entender o desfecho da obra juntos?
O que acontece no final de Marty Supreme?
Durante toda a narrativa, Marty deixa um rastro de destruição emocional por onde passa. A principal vítima é Rachel, amiga de infância que está grávida de um filho que ele se recusa a reconhecer.
Para financiar sua jornada ao topo, Marty se envolve com Rockwell, um poderoso empresário a quem acaba devendo favores perigosos. Mesmo assim, ele consegue se virar, como sempre, e chega até um torneio no Japão, convicto de que ali vai reconquistar sua glória.
O problema é que o esporte seguiu em frente sem ele. Marty chega ao Japão e percebe que ficou para trás. A melhor coisa que consegue é uma partida de exibição contra seu grande rival, Endo.
Uma vitória que não vai aparecer em nenhum ranking, não vai ser lembrada por quase ninguém e não vai mudar absolutamente nada no cenário do tênis de mesa mundial.
Ele vence, chora, e aquelas lágrimas dizem tudo: é uma catarse, não um triunfo. O sonho chegou ao fim, e Marty sabe disso.
A cena do hospital e o recomeço em Marty Supreme
Depois da partida no Japão e de sair ileso de uma situação que, para qualquer protagonista safidiano, poderia muito bem ter terminado com uma bala, Marty volta a Nova York. Rachel está internada, se recuperando de um ferimento a bala.
E ali acontece a virada mais surpreendente do filme: Marty se apresenta à equipe do hospital como “o pai”, demonstra uma ternura que o espectador raramente viu nele, e ao olhar para o filho recém-nascido, desaba em lágrimas.
É um final que não é exatamente feliz, mas também está longe de ser uma tragédia convencional. A crítica de Marty Supreme já apontava que o filme entrega mais do que promete e o desfecho confirma isso.
Marty provavelmente vai assumir a sapataria do tio, um destino que ele fugia desesperadamente no começo da história. Vai ser bom nisso. E vai passar o resto da vida se perguntando “e se”.

O que Josh Safdie quis dizer com o final de Marty Supreme?
O próprio diretor Josh Safdie explicou o significado da cena em entrevistas. Segundo ele, o filme é sobre mudança e os sonhos são os maiores agentes dessa transformação, seja pelo sucesso, seja pelo fracasso deles.
Safdie contou que, após terminar Joias Brutas, sentiu um vazio parecido com o de Marty após a partida no Japão. Foi então que olhou ao redor, se casou, teve filhos e aquele momento de conhecer a primeira filha foi, nas palavras dele, “uma sensação cósmica”. O recado é direto: quando você segura um filho nos braços, percebe que não é mais sobre você.
É exatamente isso que acontece com Marty. Um sonho precisou morrer para que outro pudesse começar. A jornada do personagem, inspirada em fatos reais, é a de um menino que finalmente se torna homem, não pela vitória esportiva, mas pela responsabilidade que escolhe abraçar.
Vale lembrar que o desfecho do filme quase foi diferente, segundo o próprio Safdie revelou em entrevistas recentes.
Timothée Chalamet entrega uma performance que vai muito além do que se esperava de um ator que já provou seu talento em filmes menos celebrados. A cena das lágrimas no hospital condensa tudo o que o filme construiu: a vaidade, o egoísmo, a obsessão e, finalmente, a rendição a algo maior do que qualquer troféu.
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