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Guerra política na Câmara de Carlinda expõe rombo financeiro e ameaça institucional

Uma crise política vem marcando os bastidores da Câmara Municipal de Carlinda, com reflexos administrativos e institucionais que extrapolam divergências internas comuns ao Legislativo. O cenário envolve questionamentos sobre a gestão financeira, cortes de despesas, insatisfação entre parlamentares e o acionamento do Judiciário em torno do repasse do duodécimo, recurso constitucional que garante o funcionamento da Casa.

Em entrevista concedida ao portal MatoGrossoAoVivo, a presidente da Câmara, vereadora Lúcia Kanno (PRD), apresentou sua versão sobre os fatos e afirmou que a situação começou após identificar a necessidade de uma análise mais aprofundada das contas do Legislativo. Segundo ela, diante de alertas internos sobre despesas e do contexto orçamentário, decidiu autorizar uma avaliação técnica interna, envolvendo os setores jurídico, contábil, de recursos humanos e parlamentares que integram sua base de apoio.

De acordo com a presidente, o levantamento apontou um desequilíbrio financeiro superior a R$ 60 mil, o que, conforme relatou, estaria relacionado à insuficiência de repasses financeiros ao Legislativo. Ainda segundo Lúcia Kanno, o cenário acendeu um sinal de alerta quanto à possibilidade de comprometer obrigações básicas da Câmara, como salários, férias e décimo terceiro dos servidores.

Diante desse contexto, a presidente afirmou ter adotado medidas administrativas de contenção de despesas, com o objetivo de preservar o funcionamento da Casa. Entre as decisões anunciadas estão a suspensão temporária da verba indenizatória dos vereadores, no valor de R$ 2 mil mensais, por três meses consecutivos, e a interrupção provisória do vale-alimentação dos servidores, benefício instituído durante sua própria gestão. Segundo ela, as medidas foram adotadas como forma de ajuste e prevenção, embora tenham gerado desconforto interno.

Lúcia Kanno relatou ainda que, antes da adoção dos cortes, buscou diálogo com o Poder Executivo, acompanhado de vereadores, assessoria jurídica e contábil, na tentativa de encontrar uma alternativa consensual. Conforme sua versão, foi informada de que o município não dispunha de recursos para ampliar os repasses naquele momento, o que, segundo ela, tornou inevitáveis as decisões administrativas.

Com o avanço da crise, a presidente afirma que o ambiente institucional passou a ser marcado por tensões políticas, questionamentos públicos e divergências quanto às decisões adotadas pela Mesa Diretora. Ela também mencionou a existência de documentos e movimentações políticas que, em sua avaliação, representam tentativas de interferência na autonomia do Legislativo, tema que, segundo ela, está sendo tratado dentro dos canais legais.

Outro ponto que ganhou repercussão foi a aquisição de coroas de flores com recursos da Câmara, fato que passou a ser questionado por parte dos vereadores. Sobre o tema, Lúcia Kanno declarou que as despesas seguiram os procedimentos legais, passaram pelo controle interno e atenderam situações específicas envolvendo familiares de servidores e parlamentares, dentro dos limites previstos na legislação vigente.

Durante a entrevista, a presidente também informou ter registrado boletim de ocorrência após relatar o recebimento de ameaças, inclusive envolvendo familiares. Segundo ela, o episódio foi tratado com as autoridades competentes, e sua postura diante do cenário permanece pautada na fé, no compromisso público e na legalidade dos atos administrativos.

Ao final da entrevista, Lúcia Kanno foi enfática ao afirmar que não pretende renunciar ao cargo, reforçando que permanecerá na presidência da Câmara até o término do mandato. A vereadora também declarou que não tem intenção de disputar a reeleição, defendendo a alternância de poder como princípio democrático.

A presidente afirmou ainda que segue aberta ao diálogo com a sociedade, com o Executivo municipal e com os vereadores que têm manifestado críticas à sua gestão, destacando que acredita no entendimento institucional como caminho para superar o atual impasse.

Além da entrevista, Lúcia Kanno divulgou um vídeo em suas redes sociais, no qual rebate questionamentos feitos por cinco vereadores. Na gravação, ela nega qualquer uso irregular de recursos públicos, afirma que os pagamentos da Câmara são realizados por servidores efetivos e ressalta que todas as despesas passam pelo controle interno, pelo Tribunal de Contas e pelo Ministério Público.

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