Com o título de órgão vital, o fígado soma mais de 500 funções, como atuar na desintoxicação do organismo, produzir a bile para a digestão e armazenar vitaminas e energia, além de regular a coagulação do sangue. Como o corpo humano é uma engrenagem, quando essa glândula do sistema digestório não está funcionando adequadamente, o resultado é um desequilíbrio do organismo.
A coluna Claudia Meireles perguntou à hepatologista Natália Trevizoli, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, o que mais tende a provocar o colapso do fígado. Segundo a médica, as causas comuns de cirrose — que pode evoluir para insuficiência hepática — incluem hepatites virais crônicas, consumo excessivo de álcool, doença hepática associada à obesidade e a diabetes e algumas condições genéticas ou autoimunes.
“Essas condições ocasionam inflamação contínua e destruição progressiva do fígado, levando à fibrose, cirrose e, eventualmente, à falência do órgão”, sustenta a gastroenterologista.


O fígado é um órgão vital, responsável por mais de 500 funções no corpo
Getty Images

Quando o órgão não funciona adequadamente, ocorre um desequilíbrio do organismo
Freepik/Reprodução

A alimentação impacta na saúde hepática
Getty Images

O órgão tem alta capacidade de regeneração, mas isso só acontece na ausência de agressão
Getty Images
De acordo com a especialista, as doenças hepáticas agudas — que também podem evoluir para insuficiência hepática aguda — englobam as hepatites virais, especialmente a A, B e, mais raramente, a E. Natália acrescenta ainda os prejuízos ao fígado provocados pela toxicidade medicamentosa, com destaque para a intoxicação por paracetamol, além de reações idiossincrásicas (raras e imprevisíveis) a medicamentos.
A hepatologista detalha que outras causas relevantes são:
- Hepatite alcoólica grave;
- Hepatite autoimune de início agudo;
- Isquemias hepáticas, como choque ou insuficiência cardíaca grave;
- Infecções sistêmicas graves;
- Algumas doenças metabólicas raras, como a doença de Wilson em apresentação aguda.
Em entrevista ao Metrópoles, a especialista em transplante hepático alerta sobre “essas condições levarem à destruição rápida e extensa dos hepatócitos, comprometendo funções vitais do fígado e resultando em falência hepática potencialmente fatal“. Mais uma função do órgão é metabolizar proteínas, gorduras e açúcares.

Para saber mais, siga o perfil de Vida&Estilo no Instagram.
Clique aqui para acessar a Fonte da Notícia