Gilberto Leite | Estadão Mato Grosso
Diante do cenário alarmante de crescimento da violência doméstica em Mato Grosso, o Hospital Militar do Estado deu um passo decisivo em direção à responsabilidade social. Ao completar o primeiro ano de funcionamento do projeto “Acolher e Empoderar”, a instituição reforça sua missão humanitária e lança um chamado urgente: a necessidade de novos parceiros e apoiadores para ampliar o atendimento e garantir que os direitos das mulheres sejam, de fato, respeitados.
Desde janeiro de 2025, a iniciativa já acolheu cerca de 25 mulheres em situação de extrema violência. Mais do que um atendimento ambulatorial, o projeto nasceu da consciência de que a violência contra a mulher é um fenômeno complexo que exige uma rede de proteção sólida. “Acolher para reconstruir” é o lema que guia o trabalho da equipe multidisciplinar, que oferece suporte psicológico, psiquiátrico e social dentro da estrutura hospitalar.
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A urgência de uma rede de apoio
Os dados de segurança pública demonstram que a violência doméstica não é apenas persistente, mas tem se tornado mais frequente e grave. Para o Hospital Militar, atuar nessa frente é uma questão de dignidade humana. No entanto, para que o projeto avance e atinja mais famílias, a articulação com novos aliados é fundamental.
A diretoria do hospital destaca que a estrutura física e a expertise clínica da instituição estão à disposição, mas o fortalecimento das políticas de proteção depende de uma união de forças entre o setor público, empresas privadas e organizações da sociedade civil. O objetivo é transformar ações pontuais em uma política efetiva de reinserção social e segurança jurídica.
Um espaço de recomeço
Atualmente, o projeto utiliza uma metodologia de escuta qualificada e construção de planos individuais. Além das consultas médicas, são realizadas oficinas de fortalecimento emocional e grupos de apoio que visam romper o ciclo de silêncio e medo. Com o olhar voltado para o futuro, o Hospital Militar reafirma seu compromisso de ser um porto seguro para as vítimas. A busca por novos apoiadores visa não apenas manter o que foi construído, mas expandir a capacidade de atendimento e as oportunidades de novos começos para aquelas que buscam recuperar o protagonismo de suas próprias vidas.
O envolvimento dos poderes públicos
Um aspecto importante a ser considerado, também, é a articulação institucional entre os diferentes órgãos públicos do Estado, transformando-se em pilar de sustentabilidade e escalada do projeto. Por essa razão, o Hospital Militar sugere a participação do Tribunal de Justiça, Assembleia Legislativa, Ministério Público e demais órgãos de controle e defesa dos direitos das mulheres para que se unam a esta iniciativa. O envolvimento dessas esferas é decisivo para que o atendimento seja amparado por segurança jurídica e por políticas públicas estruturantes. Juntos, esses poderes podem transformar o “Acolher e Empoderar” em uma referência estadual de proteção. Esse pacto coletivo garantirá que o combate à violência deixe de ser um esforço isolado e se torne uma prioridade absoluta no coração do poder público mato-grossense.
Como ser um parceiro
O empresariado e as lideranças do setor privado desempenham um papel crucial na sustentabilidade desta transformação social. Ao apoiar o “Acolher e Empoderar”, sua empresa não apenas exerce a responsabilidade social, mas investe diretamente na reconstrução da cidadania e na segurança das mulheres mato-grossenses. O Hospital Militar convida o setor corporativo a unir forças nesta causa, aportando recursos ou suporte que permitam ao projeto alcançar novos patamares de excelência e abrangência.
Juntos, podemos transformar o ambiente de negócios em um motor de dignidade, justiça e esperança. Se você ou sua organização desejam fazer parte deste projeto inovador e fundamental, entrem em contato com o Hospital Militar de Mato Grosso através dos telefones: (65) 99981-7453 ou 99606-4828.
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