A disputa de audiência desta terça-feira (17) trouxe um resultado que chama atenção. Nem mesmo um dos maiores jogos do futebol mundial foi suficiente para mudar a liderança da TV aberta.
O confronto entre Manchester City e Real Madrid, exibido pelo SBT, ficou bem abaixo da Globo no ibope em São Paulo.
Os dados, entretanto, mostram um cenário cada vez mais claro: nem sempre o futebol europeu consegue competir com a programação consolidada da TV brasileira.
Quem venceu a audiência na terça-feira (17/03)?
A liderança ficou com a Globo, que manteve vantagem confortável mesmo sem evento esportivo ao vivo.
Veja os números consolidados:
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Globo: 14,01 pontos (Rainha da Sucata)
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Streaming: 11,53 pontos
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Record: 6,02 pontos (Cidade Alerta)
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SBT: 5,78 pontos (Champions League)
O resultado chama atenção porque o SBT ficou atrás não só da Globo, mas também da Record.
Isso reforça que a Champions League, apesar de forte, ainda enfrenta limitações de alcance na TV aberta.
Por que nem Champions League salva o SBT?
O jogo envolvendo gigantes europeus tem apelo global. Ainda assim, o desempenho não acompanha essa expectativa no Brasil. Isso acontece por alguns fatores:
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Falta de identificação direta com clubes estrangeiros
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Horário e hábito do público, mais acostumado com novelas
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Concorrência interna forte da Globo, com audiência consolidada
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Crescimento do streaming, que já rivaliza com a TV aberta
Na prática, o público brasileiro tende a priorizar conteúdos com maior vínculo cultural ou rotina diária.
O que os números revelam sobre o futuro da TV
Os dados desta terça à tarde, mostram uma mudança importante no comportamento da audiência.
Enquanto a Globo segue dominante com sua grade tradicional, o streaming já aparece como segunda força, ultrapassando com folga emissoras abertas.
Ao mesmo tempo, o SBT enfrenta um desafio claro: transformar eventos pontuais, como a Champions League, em audiência consistente.
Sem isso, mesmo grandes jogos como Real Madrid x Manchester City podem não ser suficientes para mudar o cenário.
O resultado reforça uma tendência que deve continuar ao longo de 2026: a disputa pela atenção do público está cada vez mais fragmentada.
Escrito por
Moyses Batista