O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSD), deu o prazo de cinco dias – improrrogáveis – para que os blocos parlamentares apresentem os integrantes para compor a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que vai apurar supostas irregularidades na Secretaria Estadual de Saúde (SES-MT).
O prazo, que vai encerrar na próxima quarta-feira (4), foi garantido pelo presidente da Casa de Leis na sessão ordinária dessa quarta-feira (25).
A CPI da Saúde vai investigar possíveis irregularidades ocorridas entre 2019 e 2023, que culminaram na deflagração da Operação Espelho, conduzida pela Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor).
Segundo a investigação, empresas formaram um cartel para fraudar licitações, simular concorrência e cobrar valores acima do mercado, principalmente em contratos de Unidades de Terapias Intensivas (UTIs) durante a pandemia da Covid-19 em Mato Grosso.
Conforme o deputado Wilson Santos (PSB), autor do requerimento, o ato de criação da CPI da Saúde foi publicado no dia 6 de fevereiro de 2025. No entanto, dos cinco líderes, apenas dois indicaram membros, os outros três não.
Em tese, o prazo com a indicação do presidente da ALMT já foi encerrado. No entanto, ele decidiu conceder o novo prazo, que agora é improrrogável. A CPI terá prazo de 180 dias para concluir os trabalhos, podendo ser prorrogado conforme a Lei Federal nº 1.579/1952.

O que diz a Secretaria de Saúde?
A pasta informou que acompanha a abertura da CPI e reafirmou o compromisso com a transparência. Ainda se colocou à disposição para colaborar em todas as etapas da apuração.
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